quarta-feira, 16 de Abril de 2014

O jogo do título é hoje

Era esperado que o jogo referente à 30ª jornada do campeonato fosse o do título, contudo o Benfica não quer repetir o que se passou o ano passado e vai ao Dragão na condição de campeão, se confirmar esse estatuto nos próximos dois jogos em casa frente ao Olhanense e ao V.Setúbal, sendo previsível que o faça já este domingo. 

Mas não.

O jogo do título é hoje porque uma vitória vale a passagem à final da Taça frente ao Rio Ave ou Sp.Braga, o que valerá a condição de favorito no Jamor. 

Para o Benfica este é um jogo importante porque o clube não pode só ganhar o campeonato e tem de vencer a Taça porque já não conquista este troféu há 10 anos, apesar de ter ido ao Jamor em 2005 e 2013. É importante frisar que o clube da Luz é a equipa que mais troféus nesta competição, além disso este ano não deverá haver taça da liga porque o jogo no Dragão vai calhar entre a recepção à Juventus e a ida a Turim, pelo que é provável que Jesus encare este jogo da mesma forma que o fez na primeira mão da Taça de Portugal. 

O jogo desta noite é crucial para o FC Porto depois de ter perdido o campeonato e a Liga Europa. Não sendo a tábua de salvação de Luís Castro nem da estrutura, a vitória no Jamor e à custa de uma vitória na Luz pode acalmar os ânimos e preparar a próxima temporada com cuidado, uma vez que a época 2014-2015 começa com a Supertaça frente ao rival de sempre. E que melhor maneira de iniciar um novo ciclo do que obter uma vitória frente ao eterno rival? Um triunfo na Taça é importante para esta e para a próxima temporada do clube azul e branco. A exibição de hoje também irá determinar a forma como os dragões vão entrar em campo para disputar o última competição em que têm de defrontar o velho rival da Luz, sendo que uma derrota no Dragão que dita a eliminação de uma prova seria difícil de engolir após o afastamento da prova rainha do futebol português. E também estaria fraco no último jogo do campeonato.

Quem vencer o encontro de hoje vai ter vantagem psicológica em relação ao encontro da Taça da Liga bem como no jogo referente à última jornada do campeonato. 

Do "problemas deles" até ao "afecto" foi um instante

A presidente da Assembleia da República decidiu resolver o "problema deles", dos militares, com afecto e um café. 
Ora, a democracia portuguesa não pode chegar a este nível, tanto de um lado como do outro. Já se percebeu que nem Assunção Esteves nem os militares têm um sentido linguístico apurado e muito menos sabem o que é ter perfil de "estadista". Eu fui um dos que aplaudi a nomeação de Assunção Esteves para segunda figura do Estado, mas como não votei estou perfeitamente tranquilo. 

Quem se deve sentir envergonhado foram os deputados que elegeram Assunção Esteves depois de rejeitarem Fernando Nobre, que tinha sido a preferência de Pedro Passos Coelho. De facto, a líder do parlamento quando abre a boca parece que está a falar com um grupo de amigos sentados num café ou esplanada. No entanto, é a atitude demonstrada pelos militares porque mesmo enxovalhados na praça pública pelo poder política, aceitam uma segunda oportunidade para discursarem nas cerimónias do 25 de Abril. Se isso acontecer, o poder político presente vai ser humilhado por estes homens que ainda não perceberam que só fazem parte da história. Nunca do presente ou futuro. 

terça-feira, 15 de Abril de 2014

O governo disse e garantiu

O governo disse mais de uma vez que não vai cortar nos salários e pensões nem aumentar os impostos no próximo orçamento de Estado. Ora, perante isto eu não percebo porque é que a oposição e os cronistas do costume (que costumam estar sempre contra o executivo) continuam a papaguear o mesmo. De facto, não se entende qual a razão de tanta desconfiança e insegurança em relação ao que o governo afirma. 

Seria um suicídio político, não só para o governo mas para o país, que se fizessem mais cortes nos salários e pensões bem como aumentar impostos. Embora Passos Coelho se esteja a lixar para as eleições, há a mínima percepção que mexer nos salários das pessoas vai dar origem a eleições antecipadas. 

O líder da oposição devia ter outro tipo de discurso e atitude. O país já escreveu tudo e mais alguma sobre Seguro, mas este continua na mesma linha e parece que não vai parar até 2015. Tudo por causa das eleições. Até neste ponto há uma diferença clara: O governo não está (ainda) a pensar nas eleições e o PS está obcecado com elas, além do mais seria "má tactica política" meter ao barulho os cortes e o anúncio do aumento do salário mínimo. 

Não é preciso o governo estar sempre a repetir o mesmo, apesar das constantes manchetes do jornais que são o resultado desta oposição socialista sem qualidade. Espero que esta não se sobreponha à vontade do governo em fechar o programa da troika, até porque é o esforço dos portugueses que está em causa. E acrescento: com esta insistência, o PS não está a valorizar o sacríficio das pessoas depois do mesmo partido socialista nos ter colocado no buraco mais fundo que a economia pode conhecer. 

Saúde democrática

Embora se diga muitas vezes que em Portugal as pessoas não se interessam por política, a verdade é que o número de forças políticas tem aumentado. Apesar da elevada abstenção, há quem queira e goste da fazer política, o mesmo é dizer, tem interesse em debater ideias e apresentar projectos. 

Nas próximas eleições europeias vão a jogo 16 partidos, o que demonstra bem a força com que muitas pessoas tentam fazer com que os eleitores vão às urnas. Não será por falta de escolha ou projectos políticos que os portugueses terão razões para ficar em casa no próximo dia 25 de Maio, até porque também é o futuro da Europa que está em causa. 

A presença de 16 partidos, mais 3 do que em 2009, nas próximas eleições é de salutar e só vem reforçar a ideia que o 25 de Abril valeu a pena. Agora é necessário inverter o discurso pessimista das pessoas, mas também é urgente uma melhoria a nível da competência técnica e humana de algumas pessoas que são responsáveis pelos destinos do país. Tanto a primeira hipótese como a segunda demoram tempo e são difícil resolução, mas é possível que com divulgação e informação haja melhorias. 

No ano em que estamos a festejar 40 anos de Abril o sinal dado pelos partidos é importante e penso que nos próximos haverá mais novidades. 

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Pelo menos os benfiquistas andam contentes

É verdade que as pessoas não andam contentes por causa da situação económica do país. Tem razões para isso até porque vão ser anunciadas mais medidas de austeridade. No entanto, o "vermelhão" é capaz de colocar um sorriso nos portugueses durante uns tempos. 

O Benfica está quase a conquistar o título e pelo menos cerca de 6 milhões de pessoas vão ficar contentes, o que corresponde a mais de metade da população. Por este motivo, é provável que a economia nacional cresça neste segundo trimestre do ano, contudo só vamos ter os números finais lá para Setembro. 

A euforia encarnada voltou ao fim de três anos de jejum, mas as conquistas podem não ficar por aqui. Embora ninguém assuma, o Marquês de Pombal já está reservado para o próximo domingo de Páscoa. Será um dia diferente porque joga o Benfica e o trata-se do jogo do título. É verdade, só mesmo excepcionalmente é que a liga poderia disputar-se um domingo, porque a regra é que este dia tem de ser dedicado à família, mas dia 20 é importante que a família benfiquista esteja reunida. 

Os troféus desta época podem não ficar por aqui, mas o campeonato é que conta porque o resto das provas é uma questão de sorte/azar e as finais ainda estão longe, até porque os adversários são o FC Porto e a Juventus, pelo que desta vez pode nem haver mais festas. 

A geração de Abril tomou conta do país

Daqui a poucos dias o país festeja 40 anos de 25 de Abril. Muitos recordam essa data com orgulho, felicidade e esperança, mas outros há que preferiam voltar ao antigo regime. 

Durante o período democrático tem-se ouvido a expressão "eu fiz o 25 de Abril" proferida por várias pessoas. E não falo só de políticos e militares, mas também de empresários, advogados, escritores e cantores. Todos eles reclamam para si uma parte da revolução, porque sentem que fizeram a história de um momento único no país. Ora, nem todos tiveram responsabilidade no conflito e Portugal já passou por períodos muito mais conturbados do que aquele que se verificou em 1974. O problema é que a última revolução antes do 25 de Abril (foi o 5 de Outubro 1910) já não tem ninguém para contar. 

Por estes motivos cada vez que se celebra Abril é feito uma retrospectiva e a pergunta mais colocada é a seguinte: onde estava no 25 de Abril de 1974. A maioria dos intervenientes que conta essas histórias faz parte de uma geração acima do autor destas linhas que nasceu 11 anos depois da revolução. Esta geração que tem a revolução dos cravos na cabeça tomou conta do país. 

Aqueles que hoje estão no poder político, social e empresarial de Portugal foram vítimas da revolução mas ganharam muito com a democracia. De facto, são eles que mandam nos partidos, empresas, justiça e também é por causa deles que a sociedade de hoje é injusta, desequilibrada e imoral, em particular para os que nasceram uma década depois e hoje querem vingar na vida. 

Alguém me disse uma vez que os mais novos nunca vão ter as oportunidades que a geração acima teve, por causa do estado do país. Mas quem é que deixou Portugal neste estado? Foram os que podem mas não pagam impostos ou os que com dificuldade cumprem as suas obrigações fiscais?

Não é por acaso que temos o país neste estado e não falo apenas das contas públicas, dos desequilíbrios orçamentais e tráfico de influências. Os mais novos estão a pagar décadas e décadas de aventureirismo, snobismo e novo riquismo de uma sociedade que aproveitou os anos de prosperidade económica para encher os bolsos sem fazer nenhum. E o pior é que essa geração é muito menos qualificada do que aqueles que hoje começam a sua vida profissional bem como responsabilidades pessoais. 

Quando hoje se fala em dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, criar uma família numerosa, ter oportunidades, tudo isso é culpa da geração que viveu Abril quando tinha 20/30 anos. Não é por acaso que se aborda muito o tempo daqueles que são mal remunerados ou explorados no trabalho, não porque não haja dinheiro mas porque a retribuição é injusta e desigual. Parece que muitos ficaram revoltados com o facto de terem perdido muito com Abril, ou então alguns aproveitaram a revolução como uma oportunidade única para enriquecer.

No meio disto tudo há um sinal importante que é o facto da geração que não viveu Abril não se deixar intimidar nem explorar pelos ressabiados da Revolução. Felizmente que a sociedade está a mudar e mais importante do que isso, os jovens de hoje lutam mais e os resultados do seu esforço são positivos. Os novos valores não vão deixar que Portugal fique na mesma e entregue aos velhos do Restelo que precisam de ser bajulados pelos mais novos. A renovação de geração vai ser feita lentamente e isso fará com que Portugal seja mais moderno e consciente das suas capacidades. 

A crise que vivemos é o resultado das más práticas sociais e não só de muitas pessoas que se acham importantes só por causa da sua condição social e financeira.  

domingo, 13 de Abril de 2014

Olhar a Semana - Durão Barroso

O ainda presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, está com vontade de voltar a Portugal. Não falo apenas do seu sentimento pessoal mas político. Nas últimas semanas temos vindo a assistir a um regresso de Durão, mas que ainda não é definitivo porque tem de cumprir o mandato na Comissão Europeia até Outubro. No entanto, Durão já está a marcar terreno para não deixar Marcelo Rebelo de Sousa fugir e ser o escolhido do líder do PSD. 

Embora ainda faltem as europeias de Maio e as legislativas de 2015, as presidenciais de 2016 já mexem porque há inúmeros candidatos da Direita e da Esquerda, mas todos eles negaram já negaram essa hipótese. Na minha opinião fazem bem porque ainda falta muito para as próximas presidenciais e tanto o PSD como o PS podem ter diferentes líderes quando for o acto eleitoral. 

Apesar da qualidade técnica e político para estar à frente da presidência da República, o país ainda não esqueceu a forma como Barroso abandonou Portugal e neste aspecto os portugueses não costumam perdoar. Quem honra os compromissos até ao fim tem mais hipóteses de vencer numa segunda tentativa. Em meu entender os últimos aparecimentos públicos de Barroso não estão só relacionados com o facto de estar a terminar o seu mandato em Bruxelas. Acho que há muito tacticismo na forma como o antigo primeiro-ministro tem abordado os problemas do país. Durão Barroso sempre foi um jogador político, talvez até mais do que Santana Lopes, mas o seu ar angélico tapam muitos enigmas. 

O tempo dirá se Barroso é um dos candidatos às primárias da Direita, mas estou convencido que o actual presidente da Comissão Europeia está na mente de Pedro Passos Coelho para suceder a Cavaco Silva em Belém. 

sábado, 12 de Abril de 2014

Figuras da Semana V

Esta semana as escolhas da semana são as seguintes:

Por Cima

Sport Lisboa e Benfica - A equipa encarnada está em grande e tem representado bem Portugal no estrangeiro. A qualificação para a terceira meia-final da Liga Europa em quatro anos é um sinal que o clube está a caminhar no bom sentido e de volta aos grandes palcos europeus. Em 2011 ficou-se pelas meias finais mas o ano passado não venceu o troféu por uma unha negra. Um ano depois o clube volta à mesma fase e tem pela frente o colosso Juventus. Muitos dizem que é preferível apanhar grandes equipas, mas a vitória só sabe melhor se pelo caminho ficarem as melhores equipas. O Benfica tem aqui uma bela oportunidade para provar que tem treinador e jogadores para se bater frente às melhores equipas da Europa. No entanto, não é só a equipa principal que está de parabéns, porque os juniores bateram o Real Madrid por 4-0 e estão na final da primeira edição da Youth Champions League. Ora, quem é afinal a melhor equipa portuguesa a trabalhar na formação?

No Meio

Vladimir Putin - O leste da Ucrânia tem feito manifestações contra o novo poder instalado em Kiev e o destino de algumas cidades como Donetsk, Luhansk e Kharkiv parece o mesmo que teve a capital no início de Fevereiro. Embora não seja directamente responsável pelo que se está a passar no leste da Ucrânia, Putin tem aqui um argumento de peso para travar Yartseniuk, Tymoschenko e outros de se virarem completamente para a União Europeia. Os novos homens fortes de Kiev esqueceram-se que Yanukovich foi eleito precisamente porque obteve mais votos no leste do país do que a futura candidata presidencial, Yulia Tymoschenko. Um outro aspecto importante e que garante a Putin meios para negociar é o gás. Tanto a Europa como a Ucrânia estão dependentes da Rússia para se servirem do gás. Perante estes dois cenários, tanto Kiev como Washington estão obrigados a negociar com Moscovo. Neste momento, Vladimir Putin recuperou alguma da desvantagem que tinha tido no início do conflito. 

Em Baixo

Militares de Abril e Assunção Esteves - Esta semana assistimos a mais um episódio negativo na política portuguesa. A Associação 25 de Abril, que integra alguns dos militares, pretendem usar da palavra nas comemorações oficiais da data que se celebra na Assembleia da República. Ora, isto nunca aconteceu porque os militares não são forças políticas e cabe aos representantes daquelas utilizar a palavra, até porque estão na sua casa. Alguns vieram a público fazer birrinha e ameaçar com uma ausência das comemorações. A presidente da Assembleia da República, a segunda figura mais importante do país, teve declarações públicas infelizes sobre este assunto e disse não se importava com a eventual ausência. Depois da falta de educação por parte da chefe parlamentar, os militares voltaram a fazer nova birrinha. Infelizmente é isto que caracteriza a nossa política e os nossos líderes. Está na altura dos nossos governantes fazerem uma escolha: ou mudam de comportamento, vocabulário e atitude ou então vão-se embora. 

Bandeira do Afeganistão

A actual bandeira do Afeganistão foi adoptada pelo governo de transição em 2002 e tem semelhanças à utilizada pela monarquia entre 1930 e 1973, a única diferença a nova bandeira que não tem o shahada no meio do brasão onde foi colocada uma mesquita, o mihrab voltado para Meca.


A 4 de Janeiro 2004, depois da intervenção norte-americana no país, o brasão foi novamente alterado 

A história diz que:

O preto significa o passado negro do país

O encarnado as mais de 8 mil lutas separatistas que fizeram parte da história do país

O verde representa sempre o fundamentalismo islâmico


sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Maioria para o PS

Nas últimas semanas o jornal i e o Expresso revelaram sondagens onde o PS estava perto da maioria absoluta para as legislativas 2015. Nos mesmos estudos tem-se verificado uma queda acentuada do PSD e do CDS. 

No entanto, é curioso verificar que nas eleições europeias, o PS só tem dois pontos percentuais de vantagem sobre a coligação Aliança Portugal. No escrutínio europeu é o cabeça-de-lista que está em jogo e não o líder do partido, e neste aspecto, Rangel é muito melhor do que Francisco Assis e no dia 25 de Maio haverá uma nova vitória, não do PSD ou de Passos Coelho, mas de Paulo Rangel. 

Embora o PS caminhe para uma maioria absoluta, ainda é cedo para fazer uma análise profunda, até porque vão haver muitas alterações até ao final de 2015. É óbvio que o Governo tem estado atento a esta situação e por isso terá de fazer algumas concessões a nível fiscal. Não sei se o aumento do salário mínimo deverá ser acompanhado por uma redução dos impostos, embora o PM já tenha dito que não há margem para alterar o IRS porque mexeu no IRC. 

As sondagens que vieram a público são também um engano face ao que realmente vale António José Seguro, mas também sobre o estado interno do PS. A partir do dia 17 de Maio o Largo do Rato vai entrar em "conflito" porque o governo está quase a alcançar uma vitória, mais não seja porque limpou a porcaria que os governos socialistas deixaram no país. Alguém tem dúvidas que essa vai ser a mensagem do governo para o próximo ano e meio que falta da legislatura? 

Na minha opinião isso pode não ser suficiente para o PSD obter uma maioria absoluta, mas o CDS estará sempre disposto a dar uma ajudinha a formar governo. 

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

A má representação parlamentar chegou ao topo

Quando se ocupa um cargo importante é preciso ser competente naquilo que se faz, mas também passar uma imagem positiva para o exterior, de forma a que os outros tenham respeito por essa personalidade. Todos sabemos o quão difícil é manter a ordem e ter contenção verbal numa era em que são os meios de comunicação social a marcar a agenda. É verdade que qualquer palavra ou frase retirada do contexto é aproveitada para fazer manchete. Este factor obriga a que os responsáveis políticos tenham cuidado naquilo que dizem. 

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, voltou a sacar umas das suas, ao ter afirmado que "era problema deles", dos militares, uma eventual ausência das comemorações oficiais do 25 de Abril por não usarem da palavra. Ora, a importância da data deveria ter tido uma resposta mais elevada bem como outro meio que não os jornalistas. Mas não, Assunção Esteves ficou mais uma vez por baixo do tapete e deu aos capitães de Abril razão para não comparecerem nos festejos, sabendo nós o quanto os revolucionários são sensíveis com questões desta natureza. 

Durante o dia de ontem, o Speaker (equivalente ao cargo de Presidente do Parlamento) da Câmara dos Comuns pediu aos deputados que se respeitassem uns aos outros porque havia crianças presentes no debate parlamentar. É impressionante como é que num lado há civismo e do outro estamos perante atitudes de baixo nível. É preciso denunciar as declarações de Assunção Esteves porque ela é a segunda representante do país e tem de substituir o PR em caso de ausência deste. O que seria se Cavaco Silva ou Passos Coelho, e até mesmo António José Seugro, tivesse este tipo de comportamentos?

A qualidade dos políticos não tem só a ver com a sua competência ou honestidade intelectual política e cívica, mas também está relacionado com o saber ocupar o cargo. Este é mais um sinal que prova a fraca qualidade dos nosso representantes e quando isto chega ao topo da Assembleia da República é caso para nos deixar preocupados. E muito...

Evitar a Juventus é o principal desejo

Daqui a pouco Benfica e FC Porto jogam a 2ª mão dos quartos-de-final da Liga Europa e tanto águias como dragões entram em campo com vantagem de um golo. Apesar disso são os benfiquistas que têm a tarefa mais fácil uma vez que ganharam fora de casa. 

Se tudo correr como previsto os dois clubes portugueses vão passar e estar presentes no sorteio de amanhã e que vai definir as meias-finais. Ao contrário do que acontece nos anos anteriores, a Uefa não sorteou as meias aquando dos jogos do quartos. A vontade dos clubes portugueses é não se encontrarem nas meias, contudo uma delas terá de levar com a Juventus. Posto isto, acho que os responsáveis dos clubes portugueses até preferem uma meia-final nacional do que defrontar o gigante italiano. Das quatro equipas presentes a mais fraca será o Basileia caso confirme o apuramento frente ao Valência. Na minha opiniao os dirigentes do Benfica preferem apanhar o FCP e não a Juve e os responsáveis também. 

Era bonito que FC Porto e Benfica se encontrassem na Final de Turim, repetindo a final portuguesa de 2011. O problema é que há um gigante italiano para ultrapassar....

O dia da grande decisão está a chegar

Daqui a um mês o país e a Europa vão ficar a saber de que forma vamos sair do programa de assistência financeira, para doze dias depois a troika ir mesmo embora e nunca mais voltar. 

Até lá a especulação vai ser enorme e como de costume, muitos irão fazer as suas análises. Só há duas hipóteses: ou uma saída limpa à irlandesa ou um programa cautelar. A escolha está nas mãos do governo e não da Europa. Ao menos por uma vez nos deixem decidir o nosso futuro. 

Acredito que Portugal não vai precisar de um programa cautelar porque isso seria criar um clima de dúvida nos próximos tempos. E isso o país não precisa uma vez que já fez todos os sacrifícios necessários. Não digo que a crise vai acabar mas é tempo de aparecerem sinais positivos para que o investimento e o consumo (sobretudo este) sejam uma alavanca para a recuperação económica. Depois disto os números de desemprego e outros indicadores vão diminuir. Contudo, é preciso haver rigor e disciplina. 

É natural que a partir de agora haja mais responsabilidade, bom senso e civismo quando se quer gastar, sobretudo no que toca ao uso de dinheiros públicos. É neste ponto que tem de haver uma mudança por parte deste governo, mas também dos próximos, porque este executivo está a pagar pelas políticas de austeridade que tem implementado. No entanto, apesar da crise acho que Passos Coelho ainda tem tempo para recuperar, até porque a partir de agora, as contradições que atingiam o primeiro-ministro vão-se virar para o líder da oposição, António José Seguro. Estou convencido que todos vão cair em cima do líder socialista dias depois da troika sair de Portugal e acho que Seguro não vai saber reagir a esta derrota, o que trará consequências políticas para o partido socialista.

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

A vingança de Moscovo

Um mês depois da revolta em Kiev e que terminou com a queda de Viktor Yanukovich, é a vez dos ucranianos que vivem no leste do país defenderem a bandeira da Rússia. A população é ucraniana, mas há muitos que são filhos e netos de russos. Após a independência da Ucrânia e dos apelos de Yanukovich e Putin, aqueles que votaram no primeiro e gostam do segundo não podiam ficar sentados à espera que Yartseniuk e Tymoschenko dessem cabo do país. 

A revolução que surge em Donetsk, Luhansk e Kharkiv é compreensível e revela um sentimento de vingança em relação ao que se passou em Fevereiro na capital. É curioso verificar que o modus operandi é o mesmo, pelo que a história vai acabar da mesma forma. O que vai acontecer no leste ucraniano vai determinar o adiamento das eleições presidenciais e por via desse facto, o país vai ficar novamente ingovernável. Ao contrário do que muitos pensam, a Rússia não está por detrás da revolta popular no leste da Ucrânia, já que são também grupos radicais, mas pró-russa, que se estão a organizar para fazer face à polícia local e começar uma guerra naquelas cidades. 

Tendo em conta que os rebeldes russos já se instalaram nos edifícios, só à força é que os vão conseguir tirar de lá. Na minha opinião a única forma de evitar uma guerra civil e mais um banho de sangue é sentar na mesma mesa Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, porque a UE já não tem poder para resolver estas coisas. No entanto, esta reunião não vai acontecer porque Washington fez questão de dar a mão a Kiev e excluir Moscovo de qualquer tentativa para serenar os ânimos naquela zona. O resultado da intervenção norte-americana neste processo é uma guerra civil que vai deixar marcas no resto da Europa, porque assim que as tropas ucranianas entrarem pelo leste do país, haverá uma resposta imediata por parte da Rússia. É por isso que as tropas leais a Putin há muito que estão na fronteira entre a Crimeia e a Ucrânia. 

Valls, o nouvelle futuro presidente francês

Se tivermos em linha de conta os primeiros passos de Manuel Valls, novo primeiro-ministro francês, podemos ter a certeza que estamos perante um candidato para substituir François Hollande. Aliás, a escolha do actual presidente não podia ser mais bem acertada uma vez que afasta Nicolas Sarkozy de uma tentativa para reconquistar o Eliseu. 

Os primeiros dias de Manuel Valls prometem muita discussão na política francesa e europeia. No plano interno há a certeza de uma nova tentativa em implementar austeridade mas pela via da despesa e não através de um aumento de impostos. Estou curioso para saber como vai efectuar a reforma administrativa do país sem causar desemprego, descontentamento social e indignação partidária. Até dentro do próprio partido socialista francês. 

No plano externo, Manuel Valls quer que a França esteja acima da Alemanha. Pelo menos, é isso que retiro das palavras proferidos no seu primeiro discurso perante a Assembleia Nacional Francesa. O miúdo não quer estar sob a protecção alemã mas acima de Angela Merkel. Com esta vontade própria de um jovem, é caso para a Chanceler ter medo, contudo em França quem manda é o presidente e não o chefe de governo, sobretudo em matéria de política externa. Para já, não se vai sentir o efeito Valls, até porque  Hollande o vai reduzir a um segundo plano logo que o primeiro-ministro comece a ganhar sucesso. 

Manuel Valls não se importará muito com isso, apesar da notoriedade interna e externa que tem ganho desde a sua nomeação, e muito por culpa do facto de só ter adquirido a nacionalidade francesa aos 20 anos. 

Na minha opinião, não há espaço para Valls ambicionar muito enquanto Hollande for o Presidente. Contudo, ser primeiro-ministro é um degrau numa escada que deverá ter como destino a presidência da República. Nessa altura veremos como reage a população francesa à questão da nacionalidade, mas para Valls alguma vez poder ambicionar o Eliseu, Hollande não se pode recandidatar. Será? Acho que Valls tem a coragem de lutar contra quem o fez chegar à política francesa. 

terça-feira, 8 de Abril de 2014

40 anos depois não há espaço para os militares

O povo agradece o trabalho dos militares de Abril pela revolução, contudo a história não deve servir para dar cobertura aos que arriscaram a vida em prol do nosso país. Os militares de Abril foram importantes mas nunca serão eternos. 
Ao longo destes 40 anos de liberdade temos vindo a assistir ao ressurgimento de alguns militares que têm medo que o país o esqueçam. Alguns chegam ao ponto de dizer que é necessário fazer uma nova revolução para derrubar o actual poder político, tudo por causa dos cortes nas reformas que os militares ganharam direito simplesmente porque foram importantes no dia. Sim, porque no outro e até ao 25 de Novembro estiveram mais preocupados em instalar uma ditadura comunista em Portugal do que uma democracia. 

Na minha opinião os grandes heróis de Abril foram o PS, PSD e CDS. Ou seja, os partidos políticos que estiveram presentes na revolução de Abril, mas também no importante 25 de Novembro. Foi Mário Soares, Freitas do Amaral e Sá Carneiro que estiveram na linha da frente para instaurar a democracia que vivemos hoje e derrotar e evitar a entrada do poder soviético em Portugal. É óbvio que a democracia não é perfeita mas é o que se pode ter neste momento.

Posto isto, não percebo a intenção dos militares em querer aparecer quando se trata das celebrações do 25 de Abril. A data histórica tem de festejada mas também é fundamental que se olhe para o futuro. 

No próximo dia 25 de Abril serão os políticos e não os militares a usar da palavra nas comemorações oficiais. Ainda bem que assim é porque os capitães colocaram-se contra o regime e nenhum deles teve influência política relevante em 40 anos de democracia, e na altura usaram as armas para instalar um regime anti-democrático. Por este factor ninguém está interessado em saber o que os militares têm para dizer. 

Que não se use sempre o 25 de Abril para fazer um "refresh" histórico. 

Passos Coelho quer agradecer o esforço dos portugueses

O primeiro-ministro, Passos Coelho, anunciou no Domingo que está disposto a aumentar o salário mínimo nacional. A oposição, os sindicatos e os patrões estão de acordo relativamente a uma medida que desejam há muito, mas que foi negada pelo PM devido às circunstâncias económicas em que vivemos. 

Após o anúncio de Passos Coelho a oposição veio reclamara para si os louros da vitória. É verdade que os partidos da oposição venceram, mas a principal vitória vai para os portugueses que têm um Salário mínimo miserável e que não se aceita numa Europa industrializada e civilizada. Não me venham com a história da crise para não se mexer no SMN. Com um SMN tão baixo é normal que no sector privado há quem pague mal aos seus trabalhadores. Se o Estado tem por princípio não pagar bem, como é que as empresas no sector privado vão compensar os seus trabalhadores?

O aumento do salário mínimo nacional vai surgir ainda num contexto difícil porque ainda há cortes importantes para fazer e os impostos continuam altos. 

Passos Coelho já disse que não vai cortar mais nos salários e pensões, mas que estes não vão voltar a níveis de 2011 quando muitos foram aumentados por causa de uma decisão eleitoralista de José Sócrates em 2009. O PM também já veio dizer que não vai haver diminuição no IRS em 2015, mas que também não vai haver aumentos. Contudo, ainda falta saber onde é que o executivo vai cortar 1500 milhões de euros. 

Os temas sobre a capacidade salarial dos portugueses deverá ser alvo de controvérsia política até ao Orçamento de Estado 2015. Pelo meio, há a saída da troika de Portugal e sinais positivos na economia. 

O PM tem de optar entre reduzir os impostos e aumentar o salário mínimo. Se fizer o primeiro vai ter que "ajudar" os funcionários públicos para não serem prejudicados em detrimento dos trabalhadores do sector privado. Com o objectivo de não criar mais injustiças e descontentamento social o PM mexe num assunto que diz respeito a todos e dessa forma cala os críticos à sua esquerda, mas também os de direita. Não há mais cortes e aumento de impostos, mas há um pequeno rebuçado que é o aumento do salário mínimo nacional. E assim se consegue dar um sinal positivo para os mercados e os bolsos dos portugueses. 

Não acho que esta medida seja eleitoralista, embora tenha sido anunciada em véspera de europeias. Na minha opinião, Passos Coelho quer dar um presente aos portugueses que se esforçaram durante os últimos três anos bem como injectar confiança na economia portuguesa. 

segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Sócrates e José Rodrigues dos Santos: um deles vai desistir

José Rodrigues dos Santos e José Sócrates vão chegar a vias de facto um dia destes. Ontem o ex-primeiro ministro acusou o jornalista de "fazer o papel de advogado do diabo mas de forma pouco inteligente". Por seu lado, JRS considerou que se tratou "de um insulto ao qual não ia responder". No convém não esquecer que Sócrates lembrou ao jornalista que o programa tinha como título "A opinião de José Sócrates". 

A entrada do jornalista para moderar a entrevista foi um erro da RTP porque JRS tem feito um ataque continuado ao antigo PM. Das duas uma, ou JRS está a agir em nome pessoal, ou então, a estação pública arranjou uma forma para colocar o ex líder socialista em xeque. Não sabemos porque razão a RTP mudou de moderador propositadamente, mas uma coisa é certa: a intenção é fazer cair Sócrates. 

Contudo, o antigo PM não quer ser visto como alguém que desiste; por isso é que foi a eleições depois de ter sido o principal responsável pela crise financeira em 2011.Tendo em conta que Sócrates não é homem para cair facilmente, o que temos assistido desde a entrada de JRS é um autêntico debate entre um jornalista e o entrevistado. O que se passou ontem foi um episódio rumo a uma certeza: um dos dois vai desistir porque vai ser impossível continuar com aquele clima de crispação e ataque pessoal. 

Duvido que seja Sócrates o primeiro a abandonar o barco até porque ele acredita piamente naquilo que diz e fez no passado, mas também considero que José Rodrigues dos Santos não deixará de fazer o papel de advogado do diabo porque nota-se que o jornalista está a ter prazer ao colocar Sócrates em riste. Uma coisa é certa, Sócrates está sozinho e ninguém no PS o vai defender até porque ele é uma voz incómoda para o actual líder. Por seu lado, José Rodrigues dos Santos terá o apoio da RTP porque se assim não fosse o jornalista já tinha marchado do programa. 

Por fim, tanto um como o outro estão a prestar um mau serviço público.

O que fazem 13 presidentes numa bomba de gasolina?

Os presidentes da maioria dos clubes nacionais quer a demissão imediata do Presidente da Liga, Mário Figueiredo.

A proposta de Figueiredo de fazer frente à Olivedesportos não correu bem e agora as consequências estão aí. Apesar disto é importante que se diga uma coisa: Mário Figueiredo tem sido um péssimo presidente e só está a fazer mal à Liga. Não é aceitável que a principal competição de futebol em Portugal não tenha um patrocinador e esteja às porta do buraco financeiro e não se entende como é que se aumenta o número de clubes na liga principal quando as receitas não chegam a 2 milhões de euros. 

Por isso não se admira que não haja adeptos nos estádios e o produto não seja vendido, cabendo aos programas televisivos fazer a promoção do espectáculo. Contudo, quem tem dirigentes como Bruno de Carvalho, Pinto da Costa ou António Fiuza merece este fim. 

Os clubes querem impedir o presidente da Liga de ratificar uma proposta que pode acabar com o monopólio da entidade que gere os direitos televisivos. No entanto, o mercado nacional é pequeno e não há forma dos clubes ganharem dinheiro que não seja através das transmissões na Sport Tv. Se o mercado é pequeno não se pode aumentar o número de clubes porque todos vão querer os jogos transmitidos e havendo apenas dois dias ao fim-de-semana é impossível que haja bolo para todos. Mesmo que haja jogos à segunda e sexta à noite, o que tem sido normal, os clubes enfrentam outro problema que é a adesão ao público. Nos anos 90 os estádios estavam cheios, quer se tratasse de equipas pequenas ou grandes, mas a entrada da tv no negócio alterou o estado das coisas. Tendo em conta que o futebol é jogado durante o inverno a tendência das pessoas vai ser ficar em casa, até porque qualquer jogo é hoje transmitido. Ninguém vai ao futebol ao sábado à noite nem à sexta, porque os espectadores de futebol preferem fazer outro tipo de programas nesse horário. 

Este é um problema que os clubes têm de resolver para conseguir mais assistências, logo mais receita. No entanto, os nosso dirigentes preferem aguardar numa bomba de gasolina enquanto os portões da Liga se mantêm fechados para evitar um golpe de Estado que se avizinha a qualquer momento, mas que não sabe como será feito. O presidente da Liga quer ficar protegido mas os clubes, na pessoas dos seus presidentes, contra atacam. 

Ninguém sabe quem vai ganhar este braço-de-ferro porque estão em causa interesses de diversas naturezas e a vida de pessoas que subiram à custa do futebol. Contudo, o único perdedor é o futebol português interno.

domingo, 6 de Abril de 2014

Olhar a Semana - Factura da mentira

O governo anunciou há uns meses que os contribuintes vão poder ganhar um automóvel como prémio por terem pedido um número ilimitado de facturas nos últimos meses. 

A propaganda do governo gerou um estado de excitamento em cada português que continua a pedir facturas mesmo que consuma apenas uma bica. Ora, como é natural estamos todos à espera que nos calhe um automóvel topo de gama. Contudo, a factura da sorte tem algumas mentiras escondidas. 

Mentira número 1: os contribuintes precisam de validar as facturas para entrar no concurso. O mais natural é o facto de vários portugueses só terem tido conhecimento destas regras quando foram ao Portal das Finanças para verificar os cupões acumulados. Qual não é o espanto quando verificaram que não vão ter cupões porque não validaram as facturas. E como é que se valida as facturas? pergunta o menino Luís à sua mãe. Ninguém sabe porque não se sabia a necessidade de efectuar esta operação. É muito provável que milhares de portugueses não vão a jogo no próximo dia 17....

Mentira número 2: Dizem os especialistas que a probabilidade de vencer o concurso idealizado pelo governo é semelhante ao euromilhões. E se tivermos em linha de conta que quase ninguém validou as facturas......
É sabido que o euromilhões torna uma pessoa milionária de dez em dez anos, pelo que é possível a factura da sorte atribuir um automóvel a cada 20 anos. O problema é que a legislatura acaba já em 2015 e não estou a ver o governo de Seguro a atribuir automóveis às pessoas. 

Ou muito me engano ou este concurso só vai ter a edição número 1 que se realiza no dia 17. A expectativa dos portugueses será grande quando a tombola girar, mas o entusiasmo vai acabar quando se anunciar o vencedor anónimo. Depois mais ninguém liga a isto. Contudo, é bom que os portugueses continuem a pedir facturas uma vez que isso faz andar o país para a frente e obriga todos a pagar impostos, em particular as grandes empresas. 

Por seu lado, é bom que o governo consiga fazer passar a mensagem que pedir a factura é importante do ponto de vista fiscal e não comercial. A ideia em torno do concurso é uma fantochada. Lá diz o ditado que "tudo o que nasce mal jamais se endireita...."