segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Entrevista a João Garcia

O alpinista João Garcia concedeu uma entrevista ao Olhar Direito em que aborda o passado, mas também o futuro. Descreve a prática do montanhismo como um prazer e um risco. Nos próximos tempos vai ajudar os outros a subir e descer montanhas.

1-     Encara a sua profissão como um risco ou um prazer?

Acho que ambas as coisas. É um prazer onde existem alguns riscos calculados.

2-     A preparação para encarar os desafios passa por questões mentais ou técnicas?

Ambas. “Corpo são, mente sã.” Treinamos o corpo, as técnicas e o resultado é ganhar autoconfiança.

3-     Os seus livros são uma forma de motivar as pessoas para o alpinismo?

Não necessariamente. São uma partilha e uma ajuda para os leitores se inspirarem e quem sabe, “vencerem os seus Everestes”…sejam estes montanhas ou apenas dificuldades da vida.

4-     O que sentiu quando chegou ao topo do Evereste?

Muito cansaço. O cume de uma montanha é a metade da prova, um mero ponto de retorno! A nossa meta é quando regressamos em segurança ao acampamento base.

5-     Qual é o seu próximo objectivo?

Neste momento não tenho planos de continuar a subir cumes de mais de 8000m. Os meus objectivos actualmente passam por ajudar outras pessoas a subirem e descerem em segurança e tornar-me cada vez melhor guia de montanha.

6-     Acha que os portugueses são pouco aventureiros e correm poucos riscos no seu dia-a-dia?

Acho que somos como os outros povos. A sociedade actual procura cada mais segurança e liberdade. Só que para termos mais de uma coisa, temos de abdicar da outra e vice versa.
Os alpinistas a meu ver, conseguem a melhor gestão entre liberdade e segurança. Só tenho pena sermos tão poucos…

Legislativas 2015

O mês de Setembro vai ficar marcado pela campanha eleitoral para as próximas legislativas que se realizam no dia 4 de Outubro. O resultado final será incerto porque Partido Socialista e a Coligação "Portugal à Frente" estão quase empatados nas sondagens e nenhum consegue a maioria absoluta para governar tranquilamente nos próximos 4 anos. A escolha de nomear o governo compete ao Presidente da República, mas se nenhuma força conseguir uma maioria, deverá haver novas eleições depois de ser escolhido o novo Chefe de Estado em Janeiro de 2016. 

Perante este cenário é possível que haja instabilidade política. No entanto, podemos ter o fenómeno que ocorreu nas eleições legislativas no Reino Unido onde as sondagens também davam empate técnico e os conservadores acabaram por oferecer uma maioria absoluta a David Cameron. Ou seja, os portugueses também poderão escolher a continuidade em vez da mudança quando sabem que não vai haver acordos à esquerda.

Como tem sido habitual o Olhar Direito vai acompanhar a campanha. Vamos fazer uma tertúlia com candidatos dos partidos, convidar pessoas para escrever sobre as eleições.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Santana Lopes deixou de ser guerreiro

O antigo primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, explicou que não era candidato à presidência da república porque considera que não tem condições de vencer. Pensava que Santana Lopes era um menino guerreiro e não fugia a nenhuma luta política. Pelos vistos, o antigo autarca foi à televisão dar a parte fraca. Não se anuncia uma não candidatura perante as câmaras de televisão. Ou será que está a ludibriar as pessoas, bem como os restantes possíveis candidatos sociais-democratas. 

A divulgação na SIC Notícias foi a primeira relacionada com uma não hipótese de avançar para Belém, mas como é hábito, Santana Lopes tem tempo de antena para qualquer decisão. No entanto, se daqui a dois meses houver condições para vencer? Tenho a certeza que o único factor de mudança nas ideias é uma derrota da coligação nas legislativas que coloque em causa a liderança de Passos Coelho. O PS pode vencer, embora não seja suficiente para fazer cair o Presidente do PSD. 

Na minha opinião Santana Lopes faz mal em recuar se o argumento que invoca é o medo de perder as eleições presidenciais. Tenho a convicção que o próximo Presidente da República vai ser da direita, independentemente de quem vencer as legislativas. Nas próximas presidenciais há bons candidatos de direita e maus do lado da esquerda. A atitude demonstrada na televisão não se compadece com a carreira política do ex-chefe de governo. Santana Lopes habituou as pessoas a ir à luta e agora recua por motivos incompreensíveis. Lembro-me que, em 2010, Lopes candidatou-se à presidência do partido após a má experiência governativa entre 2004 e 2005. Mesmo quando foi "despedido" por Jorge Sampaio do governo fez questão de tentar merecer nova confiança dos portugueses. 

Como explicou no programa que tem uma visão única no país porque foge Pedro Santana Lopes ao combate político mais importante da sua vida?


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Joe Biden muda voto de Obama


A campanha democrata para a presidência norte-americana ganhou um novo interesse com a intenção de Joe Biden concorrer à Casa Branca. O vice-presidente de Barack Obama tem feito alguns movimentos nesse sentido. No entanto, Barack Obama sente que o avanço significa uma divisão no partido, bem como no resto do mandato da actual administração. 

O único com capacidade para derrotar Hillary Clinton é Biden, sendo que a primeira-dama agradece um adversário de peso nas primárias, para aferir das suas capacidades quando for a altura do frente a frente com o candidato que vencer as primárias republicanas. Hillary não pode passar para a eleição geral sem ter um teste que lhe obrigue a lutar pela nomeação. 

Não sou daqueles que considera a ex-secretária de Estado norte-americana uma vencedora antecipada, embora não tenha concorrência interna. Clinton seria um corte com a actual administração Obama, enquanto que Biden representa a continuidade. Acho que Obama votaria em Joe Biden. 

No caso de Biden entrar na corrida penso que a escolha de Obama influenciará a escolha dos democratas e depois dos norte-americanos. Na minha opinião, o Presidente não vai esconder as suas opções políticas. Neste momento apoia Hillary Clinton, mas a entrada em cena do seu braço-direito muda tudo. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Marcelo é o único vencedor da direita

Os potenciais candidatos sociais-democratas às eleições presidenciais estão escolhidos. O próprio partido decidiu excluir Santana Lopes, Rui Rio e Marcelo Rebelo de Sousa da participação na Universidade de Verão deste ano. Não quer dizer que os três vão a jogo após as legislativas, já que os avanços e recuos dependem sempre da agenda da direcção, bem como dos restantes concorrentes. 

Neste momento Santana Lopes e Rui Rio esperam um apoio formal do PSD, mas isso só acontecerá em Outubro após o resultado das legislativas porque pode haver uma nova direcção. Não acredito que os dois ex-autarcas avancem sozinhos. Por seu lado, Marcelo Rebelo de Sousa vai a jogo já que conta com apoios de vários quadrantes da sociedade portuguesa. Podemos fazer uma comparação com António Sampaio da Nóvoa, mas o comentador tem mais força e competência para ser Presidente da República. 

A forma de avançar para uma candidatura não é irrelevante. Marcelo consegue caminhar por meios próprios e segue em frente com a sua vontade sem ter uma estrutura ao seu lado, que lhe garante apoios, comícios cheios e tempo de antena. Os outros dois estão ligados à máquina e sem ela não conseguem sobreviver politicamente.

Na minha opinião este motivo vai fazer a diferença porque as presidenciais são eleições cada vez mais pessoais. Nos últimos anos, as candidaturas de Cavaco Silva foram um exemplo disso, tem havido inúmeros candidatos que concorreram independentemente da vontade dos partidos. No PS também aconteceu com Manuel Alegre. Fernando Nobre também beneficiou por não estar ligado a nenhuma força. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A desagregação

O anúncio de eleições antecipadas na Grécia por Alexis Tsipras teve como efeito dividir o partido que conquistou o acto eleitoral em Janeiro. Alguns membros do Syriza saíram e vão constituir a Unidade Popular. Não se sabe qual é a ideologia, mas não deve andar muito longe dos valores defendidos por Tsipras e companhia. É apenas mais um partido que vai participar nas próximas eleições. Há medida que os governos falham as metas nasce uma nova força política na Grécia. A democracia chegou a um ponto semelhante ao que se verifica na corrida republicana para a Casa Branca. Ninguém sabe os valores que defendem, as propostas ou porque razão se candidatam. 

Na minha opinião estamos perante uma anarquia política, tanto na Grécia como nos Estados Unidos. A constituição de novos partidos é importante, mas que não tenham como propósito fazer face a vinganças políticas.

A divisão no Syriza começou a ser uma realidade a partir do momento em que Tsipras não respeitou a vontade do povo grego no referendo. A Unidade Popular pretende satisfazer a vontade da maioria da população, ou seja, sair da zona euro. Não percebo porque razão o ex-primeiro-ministro não deu um passo frente sabendo que não iria ter flexibilidade europeia. O Syriza revelou que não tinha estofo para defender os interesses dos gregos. Por este motivo a Unidade Popular vai tentar esmagar o Syriza nas próximas eleições. 

O Presidente grego deu posse ao principal partido da oposição. No entanto, tem de haver eleições antecipadas porque a própria Nova Democracia também não garante estabilidade governativa. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O fim previsível de Alexis Tsipras

O governo grego vai convocar eleições antecipadas para o mês de Setembro. O Syriza durou apenas 8 meses no executivo porque não teve capacidade para evitar um novo plano de austeridade nos próximos anos. Não foi isso que provocou a queda de Alexis Tsipras. O referendo de Junho foi uma má jogada política no plano externo e interno. Na altura achei bem a sua realização, mas o resultado foi enganador porque Tsipras pensou que poderia exigir aos credores melhores condições já que tinha o apoio da população. O problema é que o povo virou-se contra o governo logo que soube das medidas do terceiro resgate e os países do euro não fizeram cedências.

O falhanço de Tsipras, e também de Varoufakis, aconteceu porque não encontrou uma alternativa para o crescimento. O combate ao défice também se faz ao implementar medidas de emprego e crescimento. A dupla do Syriza não fez nada disto, limitou-se a fazer finca pé aos parceiros europeus, em particular a Alemanha. Como se viu a esquerda radical não tinha nenhuma solução mágica. A expectativa da população era essa quando elegeu um partido de esquerda e castigou as forças tradicionais. Não acredito que as mesmas pessoas deixem passar incólume os problemas causados pelo governo do Syriza. A direita ou o PASOK também não vão obter maiorias que lhes permitam governar tranquilamente. Ou seja, as próximas eleições são uma boa oportunidade para outro tipo de partidos ganharem votos. 

A Grécia vai ser um caso perdido se continuar na zona euro. O melhor para o país será sair e continuar a sua vida com o dracma. Só dessa forma consegue ter estabilidade económica e política.

Mais um banho gelado

No ano passado o famoso "Ice Bucket Challenge" fazia furor em todo o mundo para ajudar os doentes com esclerose lateral amiotrófica. Em Portugal a organização responsável pela recolha de fundos criticou a falta de contribuição por parte dos portugueses. 


Um ano depois a campanha do balde gelado voltou a ter continuidade na comunicação social e redes sociais. Ainda bem que assim é porque a ideia foi bem conseguida e merece ser estendida ao longo do tempo, mas com outras iniciativas. Cabe aos organizadores pensar numa nova forma de conquistar o público que se esconde nas redes sociais e internet. É verdade que o desafio do banho gelado foi um sucesso. No entanto, é necessário que haja evolução no conteúdo para convencer as pessoas a contribuírem com mais dinheiro.  

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Apostar nas legislativas e presidenciais

Os dois partidos da direita tiveram uma entrada positiva no novo ano político que tem as eleições legislativas e presidenciais como pratos principais. Os resultados do primeiro acto eleitoral não vão ter influência no segundo. Ou seja, uma vitória do PS em Outubro não significa que Sampaio da Nóvoa ou Maria de Belém tenham a vitória assegurada. Na minha opinião os candidatos da direita, Marcelo Rebelo de Sousa ou Rui Rio, têm mais hipóteses de vencer as presidenciais do que os dois socialistas.

O PSD e CDS estão mais focados nas legislativas do que nas presidenciais porque também não há candidatos assumidos nesta área. Pelo contrário, nota-se que o Partido Socialista joga ao mesmo tempo em duas frentes. As legislativas e as presidenciais. Neste momento têm mais possibilidades de vencer as primeiras do que as segundas. Por esta razão o aparelho partidário, bem como os candidatos a Belém deviam apoiar mais o líder partidária em vez de pensar nos seus objectivos pessoais. 

Na minha opinião é um erro misturar as duas campanhas porque vai baralhar a vontade das próprias pessoas. Por causa deste factor Rui Rio não avançou. Se o PSD perder as legislativas deixa de sonhar com Belém para tentar chegar à liderança do partido. Caso o PS não tenha um bom resultado em Outubro, Maria de Belém não vai ter outra vontade política?

A entrada em cena de candidatos presidenciais em vésperas da pré-campanha perturba o bom funcionamento das propostas políticas apresentadas pelo Partido Socialista. Pelo menos ofuscam em termos mediáticos as iniciativas do programa eleitoral. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Presidenciais são problema para António Costa

A candidatura de Maria de Belém à presidência da república é uma realidade. Neste momento, o secretário-geral do Partido Socialista tem um problema para resolver. Quem apoiar?

A escolha só será feita após as eleições legislativas, mas todos sabemos que nenhum dos candidatos da área socialista vão respeitar os timings definidos por António Costa já que vai haver barulho sobre o tema em plena campanha eleitoral. A derrota no dia 4 de Outubro também é um motivo para complicar as estratégias de Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa. Os dois deveriam fazer o mesmo que os potenciais concorrentes da direita. Ou seja, apresentarem-se a jogo após as eleições e não antes. Ao terem anunciado publicamente a sua intenção estão a dividir o partido porque pressionam António Costa. 

Tenho a certeza que o secretário-geral não gosta de estar nesta situação de esclarecer todos os dias que só vai anunciar publicamente apoios no fim das eleições. Mesmo que o discurso seja esse não deixa ninguém convencido porque os candidatos preferem pensar nos seus objectivos do que na conquista eleitoral. 

Neste momento, António Costa dispensava a situação criada pelos dois candidatos, uma vez que, a direita entra unida nestas eleições porque, nem Marcelo Rebelo de Sousa ou Rui Rio, vão colocar Passos Coelho entre a espada e a parede numa altura crucial. 

Donald Trump contra estratégia do partido

O candidato republicano fez uma ataque à imigração ilegal nos Estados Unidos. As propostas de Donald Trump para combater a entrada de imigrantes no território norte-americano são aquilo que os outros candidatos não querem. Ou seja, a via do radicalismo não é a melhor para fazer face ao problema. 

O problema da imigração tem dois pontos de vista. O primeiro diz respeito à entrada e o segundo relativamente à expulsão. 

Os países têm direito a colocar barreiras para a entrada de imigrantes ilegais, com o intuito de combater os que penetram noutros países apenas para se refugiarem. O que tem acontecido em Espanha, Itália e no Reino Unido deve ser visto como uma medida preventiva e não de exclusão. Não se combate este flagelo deixando as portas abertas porque seria um convite a mais imigração. Donald Trump não quer optar por esta solução, ao contrário do discurso oficial do governo britânico liderado por David Cameron. 

O outro problema tem a ver com a expulsão. Neste caso a sensibilidade é outra. As políticas governamentais devem ser no sentido de integrar os que se encontram em situação precária e ilegal, até porque é difícil ir atrás de todas as pessoas que estão no país sem trabalho, documentos, etc. 

As intenções de Donald Trump provocam um sentimento de insegurança e desconfiança em todo o país, bem como uma revolta ,maior em algumas comunidades minoritárias. A zanga do Partido Republicano prende-se com o apoio tradicional que essas minorias costumam dar aos candidatos republicanos. Quem se deve sentir incomodado é Marco Rubio que é descendente de imigrantes cubanos. Numa altura em que é difícil vencer Hillary Clinton a jogada do milionário norte-americano estraga uma orientação partidária. 

domingo, 16 de agosto de 2015

No Pontal tudo mudou

O discurso de Pedro Passos Coelho na festa do Pontal foi diferente se tivermos em linha de conta o que tem sido a retórica habitual dos dois partidos que lideraram a coligação governamental nos últimos quatro anos. O presidente social-democrata não atacou a oposição, não fez um discurso de ajuste de contas com o passado, tendo preferido olhar para o futuro. 

Também foi importante Passos Coelho ter explicado os contornos das negociações entre a União Europeia e a Grécia. É inqualificável como o Partido Socialista defendeu os desvarios orçamentais que o governo grego queria ter possibilidade de fazer durante os próximos anos. Ficámos a saber que o Syriza, em particular Yanis Varoufakis, não tinham nenhuma proposta para o crescimento da economia, preferindo optar pela rejeição da austeridade sem nenhum argumento. 

Os dados económicos que já fiz referência num post anterior oferecem uma maior tranquilidade aos dois partidos. Será com base nesses números que se vai fazer propaganda. Ou seja, o optimismo vai substituir a habitual campanha pessimista que ter lugar em Portugal. 

O mais importante para PSD e CDS é a união de todos em torno da coligação. Neste momento não há facções ou egoísmos individuais que possam perturbar o caminho escolhido pelas actuais direcções partidárias. Penso que se trata de um factor determinante na hora de recolher os votos dos indecisos. A união permite reconquistar os eleitores social-democratas e democratas-cristãos que se sentiram desiludidos com a governação. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Ventos favoráveis

Os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística relativamente ao desemprego e ao crescimento da economia são bons indicadores para o executivo. Podíamos dizer que se trata de dar esperança aos portugueses, mas a queda abrupta do desemprego e o crescimento de 1,5% da economia resultam de algumas reformas feitas pelo governo ao longo dos quatro anos da legislatura. No fundo, Passos Coelho acabou com empregos no Estado e procurou que fossem as empresas a ter essa iniciativa. A política de privatizações é um sinal disto mesmo. 

O mais interessante é o facto do Primeiro-ministro ter acertado nas previsões que foi fazendo ao longo do tempo, nomeadamente em 2013 quando estávamos no meio da crise e Passos Coelho mostrava esperança. Nesse dia todos chamavam-lhe louco ou mentiroso. 

A maioria tem um bom trunfo para fazer face aos argumentos da oposição em vez de colocar cartazes sem qualquer tipo de sentido. Espero que a campanha eleitoral seja feita com base nos números positivos e negativos do que meter barbaridades. É verdade que os cartazes relatavam situações com base nos números oficiais, mas os responsáveis têm de dar a cara ao defender as políticas do que recorrer a banco de imagens. 


Aí está a Liga 2015-2016


O campeonato nacional da primeira divisão recomeça amanhã. 18 equipas vão lutar durante 34 jornadas para alcançarem os seus objectivos. No meio da temporada haverá jogos da Taça de Portugal, Taça da Liga e competições europeias para alguns clubes. 

Neste defeso chegaram aos principais clubes grandes estrelas do futebol europeu, como é o caso de Iker Casillas, Imbula, Mitroglou, Raul Jimenez, Aquilani, Naldo, Bryan Ruiz e Teo Gutierrez. Uma vez que o fecho do mercado só acontece no dia 31 é expectável que cheguem mais craques. Devido às contratações Benfica, FC Porto e Sporting partem como os únicos candidatos ao título. A disputa pelo ceptro ganha mais interesse devido à saída de Jorge Jesus do Benfica para o Sporting, o que garante uma competição animada também por causa das trocas de palavras, que não se vão resumir só a Jesus e Lopetegui. Duvido que Rui Vitória consiga deixar Jesus falar sozinho durante muito tempo. 

Numa segunda linha estão Sp.Braga, Vit.Guimarães, Belenenses, Paços de Ferreira, Marítimo e Nacional. Como foi analisado existe um grupo de formações que andará num sobe e desce. O Arouca, Tondela e União da Madeira têm de se preocupar com a luta pela manutenção. 

Tudo para acompanhar no Golo

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Erro de Costa e dos candidatos socialistas

O secretário-geral socialista deveria estar unicamente focado na campanha para as eleições legislativas que se realizam dia 5 de Outubro. Todo o restante staff socialista precisa de estar ao lado do seu líder numa altura em que as sondagens mostram uma aproximação da coligação. No ano passado os números eram outros. 

Neste momento o que ocupa a cabeça de António Costa são as presidenciais devido ao avanço anunciado de Sampaio da Nóvoa e à possibilidade de Maria de Belém também concorrer. Ora, tanto os apoiantes de um como de outro tentam conquistar o apoio do secretário-geral sem ter a certeza que ele vai ser o próximo líder partidário após dia 4 de Outubro. Ou seja, os dois candidatos socialistas não quiseram esperar pelo resultado das legislativas para depois iniciarem conversações, tendo em vista um apoio formal do partido. Se o PS não vencer, o suporte de António Costa será facilmente descartado porque ninguém quer estar associado a uma pessoa que perdeu, além de se abrirem imediatamente as vagas para a liderança do partido. 

Na minha opinião Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém cometem um erro. António Costa também por estar com a cabeça nas presidenciais. Isto só acontece porque os socialistas dão como garantida a vitória nas legislativas. 

O PS devia parar para pensar se o caminho que está a seguir é o mais correcto. 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Contra ataque social-democrata

A coligação respondeu com a mesma arma aos cartazes polémicos do Partido Socialista. Uma fotografia tirada de um banco de imagens provocou críticas por parte da oposição. Os partidos da direita copiam aquilo que está mal feito pelos socialistas. Não se entende a falta de inteligência dos responsáveis pelas campanhas dos partidos porque parecem querer ser notícias pelas piores razões e serem alvo de críticas por todos os quadrantes. Num ápice é possível descobrir que as imagens e respectivas declarações são falsas.

A situação é grave, de um lado e do outro, porque nem sequer estamos em campanha eleitoral. Quando a caravana estiver na rua como vai ser? A questão dos cartazes só tem comparação com a troca de palavras entre uma apresentadora de televisão e Donald Trump após o primeiro debate realizado pelos candidatos republicanos. 

A ideia que passa cá para fora é um amadorismo dos responsáveis por estas campanhas, mesmo quando são contratados especialistas. 

Enter Portugal

O fluxo de turistas nas cidades de Lisboa e do Porto que se verificou nos meses de Agosto e Julho deveu-se à publicidade feita por inúmeros órgãos de comunicação social norte-americanos. Neste momento, tanto no Sul como a Norte existe um gigantesco mar de estrangeiros que preferem passar as férias a visitar museus e praças do que estar na praia. 

Por esta razão o Algarve perdeu alguma importância para o turista que quer passar dois ou três dias. No entanto, o clássico turista que gosta de praia e não quer saber dos monumentos ainda vai para o Sul do país. 

A visibilidade no Verão deve ter continuidade no Inverno porque existem condições bem melhores do que noutras capitais europeias onde é preciso andar de casaco. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Hillary Clinton à portuguesa

A candidatura de Maria de Belém à presidência da República é uma maneira de imitar a opção tomada por Hillary Clinton nos Estados Unidos. A socialista prefere dividir o seu partido a esperar mais quatro anos para avançar. No entanto, o efeito Hillary tem contagiado muitas mulheres que se querem afirmar na política doméstica. 

Penso que a socialista não tem a mínima hipótese, não só por ser mulher mas porque o seu avanço cria um problema ao líder do partido, que vai optar por não apoiar ninguém devido ao anterior compromisso com António Sampaio da Nóvoa. Numa altura em que o PS deveria estar unido para vencer as legislativas, surge um factor para criar instabilidade. Nos Estados Unidos Hillary tem o apoio de todo o Partido Democrata, mas também de Barack Obama. Mesmo os candidatos do seu partido à Casa Branca sabem que é impossível vencer a sua notoriedade e competência.


sábado, 8 de agosto de 2015

Campanha negativa

Os cartazes do Partido Socialista para a campanha eleitoral têm gerado uma onda de choque nas redes sociais e também nos restantes partidos. Não percebo como os conselheiros de António Costa continuam a enveredar por este tipo de situações, mas como estamos em época balnear ninguém liga. 

É bom perceber que a campanha eleitoral já começa a ser falada, na mesma altura em que os candidatos republicanos à Casa Branca realizaram o primeiro debate televisivo. 

A coligação bate palmas porque aproveita todos os momentos da campanha negativa do Partido Socialista, além de estar contente pela proximidade nas sondagens. Quem sabe se não há um efeito "Partido Conservador" que conquistou a maioria absoluta no Reino Unido num momento em que todos davam uma vitória dos trabalhistas. Tenho a impressão que este fenómeno vai suceder no dia 4 de Outubro. Não é por acaso que a coligação se encontra muito perto do Partido Socialista. 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Separação do ano

O casamento do ano foi entre Jorge Mendes e Sandra, mas o divórcio que atraiu as atenções da comunicação social deu-se entre o sapo Cocas e Miss Piggy. O filme "Os Marretas procuram-se" de 2014 foi responsável pela reconciliação, mas quase um ano depois aconteceu o impensável. 

De acordo com os amigos próximos do casal, o sapo Cocas revelou-se um animal chato e piegas, ao passo que Piggy nunca deixou de ceder naquilo em que acreditava. Perante isto não havia outra possibilidade que não separar os dois em nome da sobrevivência da humanidade. 

O problema é saber como os Marretas vão resistir a esta notícia, já que a tornée mundial está marcada para o final do ano. Portugal não entra na lista de países e ainda bem porque assim evita-se um corropio por parte dos meios de comunicação social. 


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