segunda-feira, 4 de maio de 2015

jornada 31


Quando faltam 9 pontos para disputar a questão do título e a luta pela manutenção parecem estar fechados. No entanto, ainda há três lutas interessantes. A do 4º e 6º lugar e a do 16º. 

O Vit.Guimarães aproximou-se do Sp.Braga nestas duas últimas rondas. Neste momento os velhos rivais estão com 5 pontos de diferença. Os bracarenses têm dois jogos em casa, mas defrontam o Sporting em Alvalade. Por seu lado os vimaranenses defrontam o Benfica daqui a duas rondas. Os jogos dos clubes minhotos com os grandes ocorre na 33ª jornada, sendo previsível que os vimaranenses tenham mais dificuldades porque o Benfica pode sagrar-se campeão. Ou então tentar adiar tudo para a última jornada contra o Marítimo. Depende da vontade de Jorge Jesus. É certo que, o 4ºlugar que dá acesso directo à Liga Europa, não fica definido na próxima ronda, não obstante os cinco pontos de diferença tranquilizarem mais os de Braga. 

A luta pelo 6º lugar está ao rubro. A empate do Paços de Ferreira frente aos guerreiros do Minho e a derrota do Belenenses contra o Rio Ave coloca os castores num lugar europeu, com os mesmos pontos do Belenenses e mais um do que o Rio Ave. Na próxima ronda há um decisivo Rio Ave - Paços de Ferreira, que tem de ser aproveitado pelos azuis do Restelo. Caso assim não seja dificilmente conseguirão ganhar pontos na jornada 33 em que recebem o FC Porto. Nessa altura os dragões têm de vencer para sonhar com uma escorregadela dos encarnados em Guimarães. Na teoria os vila condenses têm o calendário mais complicado porque recbem o Paços, vão aos Barreiros e terminam o campeonato com uma recepção ao Sporting. O Nacional está a três pontos do 6º lugar e reentra na luta, tendo pela frente Vit.Guimarães e Paços de Ferreira em casa e uma deslocação ao Bessa.

Por fim, ainda há a questão do 16º lugar que obriga a um jogo com o terceiro classificado da segunda liga. Com Gil Vicente e Penafiel praticamente condenados, cabe a V.Setúbal, Arouca e Académica lutar pela manutenção definitiva no principal escalão. O Boavista ainda pode ser alcançado matematicamente pelos sadinos, mas só necessitam de dois pontos. O próximo desafio entre Arouca e Boavista é mais decisivo para os homens de Pedro Emanuel. Na ronda 33 haverá um decisivo V.Setúbal-Arouca. As três formações não terão vida fácil porque têm de defrontar equipas que ainda lutam por objectivos europeus. V.Setúbal e Académica defrontam Sp.Braga e Vit.Guimarães respectivamente, que ainda deverão estar a lutar pelo 4º lugar, na eventualidade de perderem os confrontos com os grandes na 33. A briosa ainda vai ter medir forças com os "europeus" Belenenses e Paços de Ferreira. O Arouca defronta duas equipas do seu campeonato e o Moreirense. Dois jogos são em casa.

Ainda falta muito para o campeonato estar fechado. Como se vê a jornada 33 é a mais importante de todas. O mais interessante nestas últimas rondas é verificar que os jogos vão ser mais competitivos porque há vários interesses em disputa nos jogos. 

Positivo
Goleada do Benfica ao Gil Vicente, resposta positiva do FC Porto, Sporting em bom momento de forma, confirmação do Boavista na primeira divisão, O profissionalismo de Maxi que deve abandonar o Benfica

Negativo
Troca de palavras entre Jesus e Lopetegui, Penafiel e Gil Vicente sem argumentos para discutirem a sua própria salvação

Jogador da Jornada: Maxi Pereira (Benfica)
Treinador da Jornada: Petit (Boavista)


A greve da vergonha não resultou

A greve dos pilotos da TAP tem sido um fracasso. Nos primeiros três dias a taxa de voos foi de 70%. Ou seja, os resultados pretendidos pelos sindicatos não tiveram o efeito desejado. Não será até ao dia 10 que os números vão mudar, mas o orgulho das entidades sindicais não permitirá que a greve seja desconvocada. Pela primeira vez em muitos anos até alguns partidos de esquerda estão contra os motivos desta paralisação parcial. Ora, para que esta situação não volte a acontecer o governo tem de privatizar a empresa o mais rapidamente. 

O problema desta greve, como muitas outras, é que não tem razão de ser. Podia ser contra a privatização, mas não. Uma transportadora aérea, tal como qualquer órgão de comunicação social público, não pode ficar dependente das vontades ideológicas dos sindicatos. Por esta razão concordo com a venda da empresa ao capital privado. Desta forma, os sindicatos terão menos possibilidades de se considerarem donos da empresa como acontece neste momento. 

domingo, 3 de maio de 2015

Olhar a Semana... "A justiça de pelourinho"

Longe, bem longe felizmente, vão os tempos das condenações nas fogueiras ou das chicotadas nos pelourinhos. Absurdamente, em pleno século XXI, há quem, teimosamente, pretenda andar para trás e trazer de novo para a ribalta a justiça popular. Curiosamente, alguém que tutela a justiça e com a qual deveria ter uma relação de confiança e promoção. Regressamos à polémica com a lista dos pedófilos com base na nova lei que cria o registo criminal nacional aprovada em Assembleia da República na passada quinta-feira, apenas como os votos favoráveis da maioria, o que não deixa de ser preocupante.
Mais do que as veementes críticas da Comissão de Protecção de Dados, dos juízes, da Procuradoria-geral da República, entre outros, bastava imperar o bom-senso e a racionalidade, para além do rigor da sustentação e da argumentação (os valores de reincidência manipulados pelo Ministério da Justiça não correspondem à verdade e foram-no, por inúmeras vezes, contestados).
É mais que conhecida e pública a minha posição relativa a crimes que limitem ou violem dois dos principais direitos fundamentais: o maior de todos, a vida; e os que atentam contra a dignidade humana, qualquer que seja a sua natureza. Entram, portanto, neste rol, a título de exemplo, as violações, as mutilações, os raptos, as coacções psicológicas, a liberdade de opinião, a privacidade e intimidade, e, claro, os abusos sexuais onde se incluem os crimes de pedofilia. Abstraindo-me da minha qualidade de pai e rejeitando liminarmente a retórica do “e se fosse com a tua filha”, porque estas duas realidades retiram racionalidade e transportam-nos para o campo emocional, a proposta de lei agora aprovada é de um retrocesso temporal e social preocupante.
O crime de pedofilia é algo que me repugna, que reputo de obsceno, horrendo, inqualificável e inaceitável. Algo para o qual não encontro qualquer desculpa ou justificação. Aliás, do ponto de vista da vítima, é algo que se sabe irreparável ou muito dificilmente apagável (nem me atrevo a dizer, pagável, sequer). Não estaria, portanto, em causa a criação de uma base de dados com os crimes e os respectivos culpados ou, até, investigados. Mas tudo isto teria lógica limitado à esfera judicial ou da investigação policial. Ponto.
Só que a nova lei permitirá o acesso público à informação e ao registo criminal, não sendo de todo irrelevante para a discussão o facto de se tratar de cidadãos que cumpriram moldura penal pelo crime cometido.
A proposta de lei apresentada por Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça, afigura-se como um queijo suíço pela quantidade de “buracos” que a mesma comporta.
Primeiro, a manipulação dos dados de reincidência, quer pela deturpação do estudo de referência (algo que foi criticado pelo próprio autor do estudo), quer pela disparidade dos valores, sabendo-se, por várias fontes (incluindo a Procuradoria-geral da República) que a taxa de reincidência nos casos de pedofilia ronda os 18%.
Segundo, o direito à privacidade é um dos direitos fundamentais, mesmo em casos como estes, de pedófilos que já cumpriram pena pelos crimes cometidos.
Terceiro, a facilidade com que publicamente se acede a informação desta natureza abrirá uma panóplia de exposições públicas anárquicas, correndo-se, claramente, o risco de surgirem acusação infundadas, por mera vingança ou intenção de denegrir a honra e a imagem de outrem. Imagine-se a facilidade com que um vizinho, de cadeias avessas com o da “porta ao lado”, poderá fazer e gerar falseando informação desta natureza.
Quarto, é surreal que um país tenha uma ministra da Justiça que releva para segundo plano a própria justiça, transpondo-a para a praça pública, para o linchamento (físico, social ou psicológico) e para a “justiça popular”, com todos os riscos óbvios.
Quinto, porque a proposta de lei colide com um dos princípios fundamentais que deveria estar na sua origem e limitá-la à justiça e às polícias: a defesa da vítima. Importa recordar que a maioria dos casos ocorre no seio familiar ou nas relações muito próximas e íntimas, não se vislumbrando, por isso, qualquer eficácia, na lista de acesso facilitado ou público.
Lamenta-se é que não tenha havido coragem governativa para, isso sim, rever as molduras penais para crimes de violação e abusos sexuais, ou ainda, e tão importante, reforçar os mecanismos de protecção das potenciais vítimas e os apoios às vítimas desses abusos.
Isso sim, seria enaltecer a justiça e garantir uma maior estabilidade social.

sábado, 2 de maio de 2015

Figuras da Semana

Por Cima

David Cameron/ Ed Miliband - A campanha eleitoral no Reino Unido está ao rubro. Quando entramos na semana das eleições, os dois principais candidatos a primeiro-ministro estão praticamente empatados. As sondagens mostram que Cameron e Miliband só lideram com um ponto de vantagem. Pensava-se que Cameron iria descolar nas últimas semanas, mas isso não aconteceu devido ao valor de Ed Miliband. O problema é que desde o final de 2014 os dois estão empatados tecnicamente. No Reino Unido quem vai decidir a formação de um novo governo são os pequenos partidos. Ao contrário do que costuma acontecer em muitos países, não vai ser a agenda dos partidos tradicionais a determinar o futuro do governo britânico.

No Meio

Atenas - As últimas notícias indicam que Yanis Varoufakis será substituído como ministro das Finanças. Caso isso venha a acontecer significa que o governo liderado por Alexis Tsipras está condenado. Nem é preciso levar uma nega de Bruxelas para perceber que será necessário novas eleições naquele país. A primeira experiência governativa "fora do sistema" tem os dias contados. 

Em Baixo

Greve da TAP - A greve que teve início ontem e dura até 10 de Maio começou mal para o sindicato. Apenas 30% dos pilotos aderiu a uma greve, que também é criticada pela UGT,CGTP e pasme-se, o Partido Comunista. Se o motivo do protesto fosse a privatização ainda seria normal. No entanto, os pilotos querem receber uma verba quando for feita a privatização. O facto da greve ter sido um fiasco logo no primeiro dia funciona a favor do executivo. Duvido que os sindicatos consigam manter o protesto durante os próximos dias. 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Ed Miliband

O líder dos trabalhistas tem tido dificuldade em se tornar popular. As suas ideias políticas escasseiam, mas a imagem também não ajuda a uma eleição que está renhida desde o princípio. Por estes motivos, os britânicos devem escolher a continuidade em vez de uma mudança radical e para o desconhecido. 

O problema de Miliband foi o seu discurso contra tudo e todos, em particular o capitalismo selvagem que reina na Grã-Bretanha. O regresso ao socialismo prometido pelo novo líder não agradou aos homens fortes das anteriores lideranças de Gordon Brown e Tony Blair. É verdade que a sua posição em relação à União Europeia é uma vantagem contra os discursos pouco inteligentes de David Cameron sobre a Europa. 

Ao contrário do que acontece em alguns países, os britânicos costumam dar importância aos pormenores de comportamento. A imagem de Miliband junto das pessoas não é a mais famosa, apesar de ser um bom orador. 

Se olharmos para as virtudes e defeitos do líder da oposição reparamos que tem mais aspectos negativos. Na hora do voto, os eleitores tendem a recorrer a estes aspectos para justificar a sua escolha. 

terça-feira, 28 de abril de 2015

jornada 30

O clássico por que todos esperaram semanas resultou num rotundo fracasso. Mau jogo de futebol entre os dois primeiros classificados e que jogavam tudo neste desafio. O melhor em campo foi o árbitro porque as duas formações adoptaram posturas defensivas. Quem saiu mais prejudicado foram os dragões que necessitam de vencer todos os jogos e que o Benfica perca quatro pontos em nove possíveis. Não vai ser fácil. A nota de destaque vai para o conflito entre Lopetegui e Jesus no final da partida. Desta vez foi o espanhol a perder a cabeça...

O Penafiel está praticamente na segunda divisão. Tem menos oito pontos que o V.Setúbal. No entanto, ainda tem de jogar contra FC Porto e Benfica. Na prática só pode lutar por 6 pontos. O Gil Vicente conseguiu ganhar ânimo ao derrotar a Académica. Os estudantes pensavam fazer a festa da permanência nesta jornada. Contudo, a vida dos gilistas também não é fácil porque defronta os dois candidatos ao título. Na próxima jornada recebe o líder, pelo que, Boavista, Académica e Arouca ainda têm de fazer pela vida, além do Setúbal que se encontra em zona de disputar o play-off. 

Destaque para o Paços de Ferreira que está muito perto do 6ºlugar. A luta vai ser com o Belenenses.

Positivo
vitória do Gil em Coimbra, golos de Freddy Montero, Bruno Moreira coloca Paços de Ferreira na rota europeia, 

Negativo
Mau jogo entre FC Porto e Benfica, Penafiel quase despromovido, apatia da Académica perante gilistas, choque entre Lopetegui e Jesus, desconcentração do Sp.Braga nesta fase da temporada

Jogador da jornada: Bruno Moreira (Paços Ferreira)
Treinador da Jornada: José Mota (Gil Vicente)
6 jogadores têm seis nomeações

Aceita para... "Sim. Aceito".

coligacao PSD-CDs 2015.jpgMas qual é o espanto político? Novidade e algo surpreendente seria o anúncio de apresentação às próximas legislativas separadamente.
O tão badalado "casamento político" anunciado no sábado (forma estranha de celebrar "abril") entre PSD e CDS para as próximas eleições legislativas (finais de 2015), coligação pré-eleitoral, só tem a originalidade para quem anda distraído.
Já o tinha firmado várias vezes por aqui... não haveria outra de forma de ser.
De forma telegráfica:
1. Havendo a constante emissão, para a esfera pública, de uma imagem de sucesso da governação, candidaturas separadas só deitariam por terra qualquer sentido de unidade governativa. Aliás, face ao que foram, ao longo destes quatro anos, vários episódios de clara rotura de direcções e objectivos governativos, PSD e CDS em listas separadas às legislativas de 2015 só reforçariam a imagem de fragilidade que, a espaços, deram durante o período de governação.
2. Apesar das sondagens manterem a incerteza quanto ao desfecho final eleitoral (sendo óbvia a quase impossibilidade de algum partido alcançar a maioria) e de confirmarem o não distanciamento do PS nas intenções de voto, a verdade é que um PSD isolado nos boletins de voto seria o garante da vitória socialista e um CDS sem a "muleta social-democrata" regressaria, na melhor das hipóteses, aos tempos do "partido do táxi".
3. Não tendo o anúncio da coligação pré-eleitoral PSD-CDS qualquer originalidade ou algo de surpreendente, há ainda duas notas temporais e que condicionaram o anúncio público (curiosamente, isto sim, algo de supreendente, antes das respectivas aprovações dos órgãos nacionais dos partidos). A primeira tem a ver com o momento da agenda mediática política que discute, minuto a minuto, o documento estratégico que o PS apresentou ("Uma década para Portugal") não deixando palco político para os socialistas "brilharem". A segunda, ainda relacionada com o documento referido, tem mais a ver com a estratégia e a esfera eleitoral. Ao contrário do que muito afirmam, o documento apresentado pelos socialistas colocam o PS mais longe da esquerda e mais perto do centro (sendo que em algumas áreas não muito distante do Governo). Sendo certo que tal realidade significa que o PS não cria alternativa eleitoral ao actual Governo, o descontentamento e o desgaste governativos, poderão permitir ao PS o "pescar" votos num eleitorado demasiadamente flutuante e indeciso.
(créditos da foto: Mário Cruz / LUSA)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Direita unida até às legislativas

As sondagens revelam que o PSD e o CDS coligados ficam muito perto do Partido Socialista. Apesar dos militantes dos dois partidos não serem os melhores amigos, os dois líderes partidários têm de colocar os interesses do país em primeiro lugar. O acordo pré-eleitoral não significa que ambos façam campanha lado a lado nem que tenham de ter as mesmas ideias políticas. No sábado, Portas e Passos Coelho assinaram um pacto de não agressão para os próximos meses. Ora, se assim não fosse, PSD e CDS iriam para a campanha recordar o triste episódio de Julho 2013, em que Portas bateu com a "porta". 

O mais interessante da declaração conjunta no dia da liberdade foi o anúncio de Paulo Portas de que um grupo de independentes iria participar na campanha ao lado das bandeiras sociais-democratas e centristas. Também aqui a nova AD caminha no sentido positivo em não se colar muito às principais figuras do passado, uma vez que, elas não são apoiantes incondicionais das actuais lideranças. Tanto Portas como Passos Coelho têm uma oposição interna forte, que espera o momento certo para atacar o poder. A derrota nas legislativas é o pretexto ideal para se abrir um processo eleitoral interno.

A dúvida prende-se com o facto de saber com que bandeiras os militantes dos partidos farão a campanha. Se com as originais ou um novo emblema que fortalece a união da direita em Portugal. 

sábado, 25 de abril de 2015

Figuras da Semana

Por cima

Benfica e FC Porto - Os dois grandes do futebol português decidem amanhã o jogo do título. O destaque é justo para duas formações que apresentam bom futebol e têm dignificado o nosso campeonato. Muitos criticam o facto de haver poucas equipas na luta pelo título. Isso acontece em todos os campeonatos nacionais. É bom que assim seja, uma vez que, os melhores jogadores garantem espectáculos futebolísticos. À semelhança do que tem acontecido noutras temporadas, o caneco vai ser atribuído entre as duas formações. No entanto, este ano o desafio é na Luz.....

No Meio

António Costa - O Partido Socialista apresentou algumas medidas eleitorais. Aos poucos começamos a conhecer o pensamento de António Costa, em particular na área económica. A campanha eleitoral vai girar muito em torno das opções financeiras. O problema do actual secretário-geral do PS foi ter dado razão às medidas implementadas pelo executivo nos últimos quatro anos. Não se nota um corte radical em termos de ideias e soluções. Numa palavra não foi anunciada nenhuma alternativa à austeridade prometida pela maioria, mesmo após as legislativas. Ou seja, Costa sabe perfeitamente que quando chegar ao poder não tem muita margem de manobra. 

Em Baixo

PSD,CDS,PS - Os três principais partidos decidiram inovar. Em vésperas de cada eleição há sempre uma novidade que limita a liberdade de imprensa. Nas últimas autárquicas e europeias não houve notícias e debate sobre as eleições. O projecto idealizado pelos nossos representantes no Parlamento queriam que as direcções enviassem um visto prévio com tudo o que iriam fazer durante a campanha. Isso estaria sujeito a uma autorização por parte da ERC. Felizmente, a entidade que supervisiona a comunicação social esteve ao lado da razão e do bom senso. Ainda bem que o projecto morreu à nascença, mas isto é um aviso para as tentativas do poder político em controlar os media. Ainda mais.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Lei para calar a imprensa

A lei que impede os órgãos de comunicação social de acompanhar as legislativas da forma como quiserem é um atentado à liberdade de imprensa e um desrespeito para com os cidadãos, que pretendem ser informados. 

Ainda bem que o PS, PSD e CDS já se estão a demarcar desta proposta. Os líderes partidários também estiveram bem porque não deixaram que os seus grupos parlamentares avançar com estas medidas. Convêm perceber que este tipo de asneiras só acontecem porque nenhum líder dos principais partidos estão no hemiciclo da Assembleia da República. Até hoje ainda não se sabe qual foi o objectivo deste disparate. O pior mesmo é os partidos culparem-se uns aos outros e não assumirem que erraram. 

Não entendo como é que as grandes forças partidárias conseguem chegar a um consenso em relação a estas propostas e depois não se entendem sobre os problemas do país, como é a economia, saúde, educação, justiça.

O que se passa? Os partidos estão com medo das forças menos populares?

O que tem acontecido em relação à cobertura jornalística das campanhas eleitorais tem sido uma vergonha. O melhor é não fazer eleições.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

David Cameron

O primeiro-ministro britânico optou por romper com os ideais de Margaret Thatcher. Ela representava a verdadeira direita e conservadorismo britânico. David Cameron tem tido preocupações sociais nas suas políticas. Não é, nem de perto nem de longe, um homem que tem por objectivo conquistar o crescimento económico à custa dos mais fracos. Consegue implementar políticas de crescimentos sem prejudicar os mais desfavorecidos. 

O motivo pelo qual os conservadores não descolam das sondagens tem a ver com as posições europeias de David Cameron. Mesmo sendo eurocépticos, os britânicos preferem ficar na União Europeia do que sair. No entanto, pretendem estar na primeira posição, em vez de serem mandados por Paris e Berlim. Tal como aconteceu no referendo sobre a independência da Escócia, os britânicos não vão arriscar uma alteração de hábitos. 

Percebo a política de Cameron que tentar proteger o Reino Unido da imigração em massa, da mesma forma que os países do sul da Europa fecham as portas à imigração proveniente do Norte de África. A solução não passa por abrir as portas de casa a qualquer pessoa. 

Na próxima eleição vamos saber se Cameron fica mais um mandato. A segunda legislatura será marcada pelo referendo sobre a União Europeia, bem como pela política externa britânica. Há muito que o Reino Unido deixou de ser o parceiro ideal dos Estados Unidos, que estão mais virados para a Ásia-Pacífico. 

Em termos internos, o primeiro-ministro ultrapassou as dificuldades de inverter o ciclo económico negativo com que Gordon Brown deixou o país. Repito: sem nunca colocar em causa os mais fracos, nem optando por políticas de austeridade excessivas. Talvez o governo português devesse olhar mais para o exemplo britânico. 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

À primeira vista...

PS apresenta documento decada para portugal 2015 -Cerca de 35 minutos de leitura, em perfeita diagonal (a bem da verdade) do recente documento do Partido Socialista: "Uma década para Portugal".
Não acredito que seja o programa eleitoral do PS para as próximas legislativas, mas sim um documento de trabalho que possa servir, eventualmente, de base para as propostas eleitorais dos socialistas aos portugueses.
Sem entrar em pormenores de concordar ou deixar de concordar com o que é exposto, de achar válidas ou irrealistas as noções aí apresentadas, (até porque não as li convenientemente), a verdade é que há algumas questões em relação a este documento.
Primeiro, está aquém das áreas (ou muitas das áreas) apresentadas na "Agenda para a Década", aprovada no último congresso do PS.
Segundo, tem algumas propostas que não diferem muito das propostas do actual Governo ou até de medidas por este já anunciadas, o que dificulta significativamente apresentar-se como alternativa. Veja-se o caso do alívio de alguma carga fiscal ou a reposição salarial (essencialmente a diferenciação está no cronograma e não na medida em si).
Terceiro, independentemente da validade das propostas, ao documento falta abrangência estratégica.  Há uma preocupação com a carga fiscal e a tributação, com o emprego ou o desemprego, com a segurança social, com o investimento, com o peso da máquina da administração central e com o regresso do simplex, com o regime laboral e a massa salarial, ou com as privatizações/concessões e a regulação. Ao mesmo tempo que a justiça e a educação (teme-se o regresso das "novas oportunidades" tal como foram implementadas) são referências mínimas, há uma relevante ausência de áreas tão vitais como a saúde, a ciência e a investigação, a agricultura, a economia azul (o mar), os transportes, a rede viária, a energia e as comunicações (já que se criticou tanto o Governo no caso das suas privatizações), bem como a regionalização e o papel das autarquias (relembro as críticas à "fusão/extinção" das freguesias).
Mas para já há uma certeza... este documento do Partido Socialista obrigou a posição/Governo a vir a público, obriga a um redobrar de atenções por parte de Passos Coelho, do PSD e do CDS, que já imaginavam (até por força das últimas sondagens) um PS adormecido e resignado. Entrámos, agora sim, em campanha eleitoral.
A ler... com mais atenção.

terça-feira, 21 de abril de 2015

jornada 29

Benfica e FC Porto discutem o título na próxima jornada. À semelhança do que tem sido noutras temporadas os dois colossos vão discutir entre si a conquista do campeonato. No entanto, há uma diferença relativamente ao local do desafio. Desta vez o jogo decisivo será na Luz. Não quer dizer nada até porque os dragões quando eram orientados por André Villas Boas foram campeões em pleno relvado adversário. E Vitor Pereira também ganhou vantagem sobre o enorme rival quando venceu por 3-2 graças a um golo de Maicon.

O campeonato merece que o desfecho seja nesta partida. Tanto Benfica como FC Porto tiveram óptimos momentos de futebol e os dois também falharam nos momentos em que pareciam ganhar vantagem ou quando poderiam aproximar-se. Nada disto aconteceu e são apenas 3 pontos, o que separa os dois grandes rivais. 

É óbvio que o Benfica se encontra em vantagem, mas os dragões sempre demonstraram que são peritos em reagir bem quando se encontram nesta situação.

Gil Vicente e Penafiel estão condenados à descida. As duas equipas têm respectivamente 7 e 8 pontos de desvantagem em relação ao Arouca. No entanto, os 15 pontos que estão em disputa são 9 porque as duas equipas ainda têm de jogar contra o Benfica e FC Porto, que nesses jogos poderão necessitar de golos para desempatar a classificação.

Positivo
vitória do Guimarães sobre o Sp.Braga; exibições de FC Porto e Benfica antes do jogo decisivo, Slimani muito importante, aparecimento de novos jogadores como homens do jogo

Negativo
Gil Vicente e Penafiel praticamente condenados à descida; má forma de algumas equipas que poderão ascender a um lugar europeu

Jogador da Jornada: Jonas (Benfica)
Treinador da Jornada: Rui Vitória (Vit.Guimarães)
Quatro jogadores com seis nomeações para melhor atleta da competição

segunda-feira, 20 de abril de 2015

As portas do inferno

tragedia mediterraneo.jpg 
Desde o início deste ano que as instituições internacionais ligadas à migração e aos refugiados estimam em cerca de 20 mil as pessoas que tentaram entrar na Europa vindas do Norte de África, nomeadamente da Líbia e do Iémen.
Desde 2004 são estimadas em cerca de 5000 mil as pessoas que perderam a vida no mar Mediterrâneo.
O sonho de uma vida melhor e mais digna, a fuga à fome, à miséria e à guerra, levam ao desespero da única esperança: a porta da Europa, via Lampedusa (Itália), Rhodes (Grécia) ou Malta.
Mas a porta da esperança rapidamente se transforma na porta do inferno e o sonho vinha tragédia.
O Mediterrâneo está a transformar-se num autêntico cemitério de vidas e de sonhos. Enche de lágrimas.
Demasiadas vezes a Europa disse "nunca mais"... demasiadas vezes e rapidamente a Europa se esqueceu das suas promessas e opções, até novas tragédias.
Demasiadas vezes a Europa e a ONU têm lavado as mãos de uma responsabilidade que também é sua, porque a instabilidade no Médio Oriente e no Norte de África mediterrâneo não cabe só ao fundamentalismo islâmico, ao chamado "estado islâmico". E não apenas a responsabilidade da Europa ser "dona" do Mediterrâneo.
Isto não é uma questão geopolítica, geoestratégica ou religiosa... isto é uma questão de dignidade humana que é da responsabilidade de todos.
Do "nunca mais" é altura para dizer "basta", não pode haver mais desculpas.

Há mar e mar...

zona economica exclusiva portuguesa.jpgpublicado na edição de ontem, 19 de abril, do Diário de Aveiro

Em 2009, o Portugal apresentava na ONU uma proposta para alargamento/extensão da plataforma continental que implicava o aumento das 200 milhas marítimas para 350 milhas. O processo vinha a sofrer constantes obstáculos, nomeadamente por parte da vizinha Espanha e a polémica em torno das Ilhas Selvagens do arquipélago madeirense. No início deste mês, Espanha torna o processo mais aberto e cede nas suas exigências permitindo que a análise final ao pedido português tenha “luz ao fundo do túnel” já no próximo ano.
O que para a maioria dos portugueses se afigura como algo distante, abstracto, irrelevante, reveste-se de um colossal potencial indescritível. Só para ser ter uma noção, esta extensão da plataforma continental (que, na prática, submerge Portugal pelo fundo do oceano) representa 40 vezes o tamanho de Portugal territorial (são cerca de quatro milhões de quilómetros quadrados), transformando o país na décima maior zona económica exclusiva do mundo. Mas perante todos estes dados e factos, perante todas as potencialidades que se afiguram ao nível da economia (pesca, turismo, desportos náuticos, lazer, exploração mineral e petrolífera, fluxos comerciais marítimos) das ciências e investigação ou da geopolítica (estratégia política, segurança e militar), perguntará o senso comum porque é que não “batemos palmas” ou porque é que continuamos com os “cofres cheios mas de bolsos vazios”.
Não se percebe, de facto, como é que um país com toda esta riqueza por explorar, com todo este recurso natural, empobrece, não o consegue (ou sabe) explorar, não lhe retira o devido valor. A nossa história reservou-lhe um lugar especial, basta lembrar os descobrimentos (e todo o seu impacto) ou até mesmo o desenvolvimento da região de Aveiro assente na pesca, na construção naval e no comércio do sal. Mas tudo foi história.
Das ocidentais praias lusitanas e desses mares nunca dantes navegados, facilmente destruímos a nossa frota pesqueira que foi trocada, anos a fio, por promessas e subsídios destruturantes para o sector. A quota pesqueira foi sendo “engolida” por uma maior capacidade de pressão de países concorrentes no seio das instituições internacionais. O turismo ligado ao mar, essencialmente, confina-se ao Algarve, como se o mar apenas se destinasse ao mergulho após 2 horas a “torrar ao sol”. É certo que há vontades políticas e empresariais para retomar um olhar muito especial e particular para o mar e para a recentemente criada Economia Azul. São exemplos disso várias plataformas e clusters, como por exemplo o Oceano XXI ou o Fórum Empresarial da Economia do Mar; várias revistas/jornais e outras publicações que surgem na área; vários políticos interessados no desenvolvimento da economia azul, como é o caso do aveirense Ulisses Pereira ou da eurodeputada Cláudia Monteiro de Aguiar; a manifestação de políticas ligadas ao mar como a Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020; um aproximar da vertente militar e de segurança (caso da Marinha) à sociedade civil e um entrelaçar de conhecimentos e objectivos; ou ainda vários centros de investigação, normalmente associados ao ensino superior como o ex-Centro de Oceanografia, agora MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Lisboa. Aliás, acrescente-se que, num breve olhar sobre os cursos superiores, no site da Direcção Geral do Ensino Superior / DGES, encontramos, pelo menos, nove cursos (1º ciclo/licenciaturas ou 2º ciclo/mestrados) como Biologia Marinha, Biologia Marinha e Biotecnologia, Ciências do Mar, Ciências do Meio Aquático, Meteorologia, Oceanografia e Geofísica, Engenharia e Arquitectura Naval, Engenharia de Máquinas Marítimas, Engenharia de Sistemas Electrónicos Marítimos ou ainda Gestão das Actividades Marítimas e Portuárias.
Só que caminhamos tantas vezes a passo de caracol, sem consolidar os esforços num objectivo e princípio comuns, sem interligações estruturais entre as diferentes entidades e instituições. Falta, como dizia Ulisses Pereira, de facto, "concretizar o verdadeiro activo económico que o mar representa". Sem isso, sem dar expressão prática e resultados, é trabalho em vão.
O mar é o maior “trunfo” para podermos ultrapassar esta crise e a realidade que Portugal vive nos dias de hoje, potencializando o desenvolvimento nacional dada a sua importante escala económica mundial e a riqueza que insere em si mesmo. Devia ser desígnio nacional encará-lo como um valor de modernidade, como uma oportunidade de futuro, como um património único, para além da tradição, da história e da identidade. Para Portugal, o mar não pode significar, tão somente, passado, tem de ser encarado como futuro. Quem sabe… o único futuro que nos resta.

domingo, 19 de abril de 2015

Olhar a Semana - Quando as promessas entram nas campanhas

A campanha eleitoral para as legislativas entrou na fase das promessas. O PSD acusa os socialistas de fazerem promessas eleitorais, que não vão poder cumprir quando estiverem no governo. Por seu lado, António Costa garantiu que "só temos uma cara, uma palavra". 

Ora, a campanha entrou naquela fase em que todos temíamos. A das promessas eleitorais. A partir deste ponto podemos concluir que tudo isto não passam de discursos políticos sem efeitos práticos. O secretário-geral socialista tentou ao máximo não entrar por este caminho, mas uma vez que o fez, já não tem possibilidade de voltar atrás. Isto é, se for eleito os meios de comunicação social vão recordar tudo o que disse quando estava na oposição. Entendo que isto faz parte do jogo político. O problema é que a maioria das pessoas não pensa desta forma e a imprensa está sempre a recordar aquilo que foi dito no passado. Quem não se lembra da memória que foi feita às ditas promessas de Pedro Passos Coelho a uma rapariga sobre os cortes no subsídio de Natal e férias. 

Como já disse, percebo e aceito este tipo de estratégia, mas os responsáveis partidários têm de estar atentos e efectuar mudanças sob pena de serem considerados todos iguais perante as pessoas. As ratoeiras que são colocadas após um deslize podem ferir a imagem junto da população menos informada. António Costa caiu na mesma tentação dos seus sucessores. 

O recurso às promessas eleitorais serve como um elemento de distinção do carácter em relação ao principal adversário. No fundo, a escolha está entre alguém que prometeu, mas não cumpriu e aquele que vai cumprir com o prometido. Estamos perante um aspecto importante que é capaz de angariar votos, seja à esquerda, centro ou direita porque a seriedade e honestidade não tem cor política nem ideologia.


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Ai aguenta, aguenta!

Do paradoxo "economicês"...
É mais que enorme a discussão em torno da falta (e das razões) de investimento em Portugal (seja interno ou externo, seja privado ou público) com consequentes impactos na economia e na saída da crise nacional.
Há ainda a percepção generalizada de uma incapacidade do tecido económico nacional para o investimento, onde se insere a banca portuguesa. Banca essa, hoje em dia, claramente manchada e com uma péssima imagem junto da sociedade (casos BPP, BPN e BES, a que se acresce a actuação do Banco de Portugal).
Há também a percepção, seja por questões ideológicas, seja por razões pragmáticas como a falta de recursos e estrutura, que o Estado não consegue, nem pode, nem deve, gerir tudo, mesmo que isso fosse para bem de todos. Não consegue, não deve, não pode, não tem dinheiro, nem recursos para tal. Isto pode implicar, e implica, a cedência de alguns sectores ditos (ou chamados) estratégicos, como é o caso da energia, transportes, águas, combustíveis, etc.
Mas mesmo assim ainda há quem, perante a nossa incapacidade de investir, perante a débil capacidade de intervenção da nossa banca (BPI, por exemplo) para investir e participar na criação de riqueza nacional, perante estas incapacidades, ache mal que os outros, tendo os recursos, invistam em Portugal, mesmo nos sectores estratégicos.
Tudo isto cheira a "mau perder"...
Pessoalmente, Sr. Presidente do BPI, Fernando Ulrich, tenho que lamentar a nossa incapacidade e falta de competitividade financeira para competir com o investimento estrangeiro, seja ele chinês, alemão, angolano ou marciano.
Como uma vez não teve pejo nenhum em dizê-lo, devolvo-lhe a afirmação: "Ai aguenta, aguenta..."

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A paz também se faz pelo telefone

O presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, tem um gosto especial por tentar alcançar a paz através de chamadas telefónicas. É óbvio que ninguém tem acesso aos bastidores das negociações políticas e que o líderes comunicam mais vezes do que realmente aparentam. No entanto, tem sido público as intenções do chefe do Estado em fazer a paz pelo telefone. 

O acordo nuclear com o Irão teve início numa chamada de Obama para Hassan Rouhani, quando este levantava voo de Nova Iorque para Teerão. A futura amizade com Raúl Castro teve origem num curto telefonema. Por fim, as relações entre os Estados Unidos da América e a China podem ser carimbadas muito por culpa do pequeno aparelho. 

O ponto mais interessante é o facto de Barack Obama ter conseguido reatar relações com países "inimigos" dos Estados Unidos, e que tinham dificuldade em aceitar a política externa de Washington. Não por culpa exclusiva de George W.Bush, mas devido ao historial de intervenções norte-americanas ao longo da história mais recente. Os críticos do actual presidente não podem deixar de reconhecer mérito nas aproximações com Teerão, Havana e Pequim. Apesar das falhas internas, o que fica é a última imagem de Obama. Seja pelo telefone, via e-mail, fax ou através de um diplomata, Barack Obama está a marcar pontos e a deixar trabalho completo para o próximo sucessor. Na minha opinião, o residente da Casa Branca no princípio de 2017 não tem que se preocupar com os velhos inimigos porque eles se tornaram amigos. Os últimos desenvolvimentos não servem unicamente os interesses dos Estados Unidos. O objectivo passa também por isolar a Rússia. Não é por acaso que os escolhidos foram o Irão, Cuba e a China. Todos eles são amigos naturais de Moscovo, em particular de Vladimir Putin. 

Os telefonemas também vão ficar para a história. 

Marketing parolo e obsessivo

Já por diversas vezes manifestei o meu desinteresse pelo estado actual do processo que levou à prisão preventiva do ex Primeiro-ministro José Sócrates. Relembro apenas as três razões que sustentam a minha posição: confiança na Justiça; princípio da presunção de inocência; separação entre processo judicial e político.
Aliás, quanto ao último aspecto, também defendi sempre que o caso não deveria entrar na esfera do confronto político nacional, sob pena de surgirem inevitáveis impactos em ambos os lados da “barricada” (PS e PSD). Sim… não se pense que os estilhaços apenas atingiriam os socialistas. Enquanto não houver a absolvição ou a condenação o processo nada tem de político, mesmo que, no final, tudo se transforme num claro caso político independentemente do desfecho, pelo envolvimento de um ex Primeiro-ministro e dos factos se reportarem ao período do exercício das funções de Estado. Mas isso a seu tempo…
Já aqui dei nota, a propósito do caso das dívidas de Passos Coelho à Segurança Social, que interessa tudo ao PSD menos trazer para o confronto político o caso “Marquês“ sem que o mesmo tenha ainda um fim. Por mil e uma razões, que mais não seja pelo risco de se virar o feitiço contra o feiticeiro ou haver “gatos escondidos com rabos de fora” do lado dos sociais-democratas.
O mesmo diz respeito aos socialistas, embora aqui o caso seja mais complexo: um afastamento do processo pode significar a rejeição de um passado muito recente, ainda por cima com uma estrutura nacional muito assente nesse passado; uma aproximação de facto pode ter impacto eleitoral significativo. Por tudo isto ao PS impõe-se um maior recato e cuidado.
O que é completamente desprovido de senso, lucidez, inteligência, honestidade, ética e coerência políticas, é o uso da política e dos seus contextos para a autopromoção e para a febre e sede de mediatismo. Em vésperas de lançamento de mais um livro, e isto não é de todo um pormenor, o ex ministro da cultura e representante português na UNESCO, Manuel Maria Carrilho vem publicamente pressionar António Costa a expulsar José Sócrates do PS. Mesmo para quem não tem ligações ao Partido Socialista isto é qualquer coisa de surreal e de ridículo. Primeiro porque se há coisa que não convém ao PS é transformar o processo num caso político. Segundo porque não há, por parte dos socialistas, há muito tempo, o reconhecimento do peso político de Carrilho para que este tenha a “legitimidade” de apresentar (ainda para mais publicamente) a proposta de expulsão. Terceiro porque tudo não passa do uso de um processo para vir para as luzes da ribalta ressuscitar o seu nome face à publicação de um livro. Quarto, é notório o sentido de vingança pela total antipatia (por razões políticas) que Carrilho nutre por Sócrates. E por último, Manuel Maria Carrilho não é, publicamente, um modelo de virtude e de exemplo, face aos processos de violência doméstica que tem contra si, envolvendo Bárbara Guimarães.
Mas principalmente tudo isto é triste, tudo isto é fado…

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Não façam os portugueses de parvos...

urgencias hospitalares.jpgSe há coisa que a maioria dos portugueses aprendeu, nestes 40 anos de democracia, foi saber distinguir, no discurso político e governativo, as falsas promessas, os irrealismos, as desculpas esfarrapadas e a tentativa de fazerem de nós parvos. Não... não o somos, nem muito menos estúpidos.
E a maioria dos cidadãos, por força do volume e velocidade da informação, da pluralidade, qualidade e diversidade, apurou o seu sentido crítico.
Quem não aprendeu a ter cuidado com o discurso, com a sua veracidade e transparência, com a coerência e com a realidade, foram os políticos e os governantes.
Face à reportagem da TVI sobre as urgências hospitalares, recentemente transmitida na rubrica "Repórter TVI", esperava-se, por parte do Governo e da Tutela, um maior cuidado e recato nas declarações posteriores.
Podíamos esperar de um governante, face à reportagem, que questionasse os critérios jornalísticos... criticável, mas aceitável.
Podíamos esperar de um governante, face à reportagem, que assumisse as dificuldades da gestão governativa de um sector extremamente complexo e com uma máquina pesada... aceitável e desejável.
Podíamos esperar de um governante, face à reportagem, que accionasse os mecanismos e as estruturas do sistema para avaliar e minimizar os impactos negativos do caos das urgências hospitalares... desejável e coerente.Podíamos esperar de um governante, face à reportagem, que, no limite dos limites, até pudesse questionar a veracidade das imagens... apesar de eventual irrealismo.
Mas o que não podemos aceitar, de todo, é que o Secretário de Estado da Saúde, Leal da Cunha, face à reportagem da TVI, venha com um discurso inqualificável e de um total desrespeito pelos profissionais, pelo sistema e, acima de tudo, pelos doentes e familiares. Afirmações como "os doentes estavam bem instalados/acamados", "o sistema funciona perfeitamente", "as instalações são as adequadas" (aspas minhas), etc., só revoltam quem as ouve, mesmo que não tenha tido experiências vivenciadas nas urgências, e só tinham um único impacto prático: a demissão.
Não nos façam de parvos...

Share Button

Rubricas do blogue

olhar a semana (230) Historia Olhar Direito (126) Larissa Bona (119) História de Portugal (85) Mundial 2014 (85) Brasil (81) A Caminho do Maracanã (79) PS (78) Futebol (69) a Olhar a Imagem (67) A Grande Viagem dos Salmões (65) Mundial 2010 (65) Política (64) Assembleia de Pinguins (61) Desporto (61) USA 2012 Election (58) Eleições Legislativas 2009 (57) Figuras e Factos 2000-2010 (53) Governo (52) História das bandeiras (51) Politica (50) António José Seguro (49) Pedro Passos Coelho (45) crise (45) Figuras da Semana (40) Mulheres (40) Autárquicas 2013 (38) Tema do Dia (38) UNIÃO EUROPEIA (38) Cavaco Silva (37) PSD (36) Rumo ao Mundial 2010 (36) Sondagens (36) Justiça (33) a Olhar de fora........ (33) Benfica (32) Expressodalinha (32) Época 2014-2015 (31) Por um Portugal Diferente 2011 (30) Causas e Coisas (28) Barack Obama (27) CDS (27) Ideias Políticas (27) economia (27) Troika (26) 1º concurso de poesia (25) Estados Unidos da América (25) Olhar o Livro (24) Palpites (24) Duelos Intelectuais (23) Eleições Gerais no Brasil 2010 (23) paulo portas (23) António costa (22) Cine Direito (22) FC Porto (22) Sporting (22) Uma Perspectiva de Macau (21) História dos Mundiais de Futebol (20) Presidenciais 2011 (20) Reino Unido (20) Rússia (20) Eleições Europeias 2009 (19) História do Brasil (19) PR (18) Olhar o Verão (17) Ucrânia (17) a Olhar o Mundo... (17) Austeridade (16) Cartaz Cultural (16) Internacional (16) José Socrates (16) Orçamento (15) 1º Duelo Intelectual Olhar Direito (14) 25 DE ABRIL (14) Presidenciais Norte-Americanas 2008 (14) Primárias 2014 (14) Selecção (14) Tribunal Constitucional (14) A favor ou Contra (13) Conferências (13) Desafios (13) Eleições europeias 2014 (13) José Sócrates (13) View From The USA (13) vitor gaspar (13) David Cameron (12) Grécia (12) Mário Soares (12) RTP (12) Tertulia Virtual (12) Especial 5º aniversário - Momentos Olhar Direito (11) Figuras do nosso Tempo (11) Manifestação (11) Oposição (11) Participações (11) Portugal (11) Presidenciais 2016 (11) Rip Curl Pro Search 2010 (11) UK Election 2015 (11) UK Election´10 (11) antonio costa (11) Argentina (10) Entrevista (10) Estórias de Piccadilly (10) Fotografias National Geographic (10) Germany (10) Partidos (10) Reforma do Estado (10) lei (10) Democracia (9) Jorge Jesus (9) Tábula Rasa in Região de Leiria (9) miguel relvas (9) BE (8) BES (8) Especial Eleições : Um PSD no Governo? (8) Esquerda (8) Kiev (8) Marcelo Rebelo de Sousa (8) Maria Luís Albuquerque (8) Olhar a Pintura (8) Paulo Bento (8) Siria (8) Violência (8) jornalismo (8) Época 2013-2014 (8) Artigos do I (7) Brazil (7) Coldplay em Portugal (7) Federações do Brasil (7) Humor (7) Julgamento Político (7) Monumentos e Figuras (7) Papa Francisco (7) Parlamento (7) Prémios Personalidade do Ano (7) Rui Rio (7) Sociedade (7) Ténis (7) comunicação social (7) eleições legislativas 2015 (7) 40 anos do 25 de Abril (6) Belgium (6) China (6) Colombia (6) Costa Rica (6) Europa (6) France (6) Liberdade (6) Merkel (6) Naquele Tempo (6) Netherlands (6) Papa (6) USA (6) Vladimir Putin (6) caso Sócrates (6) sindicatos (6) Angela Merkel (5) Catalunha (5) Crimeia (5) Eleições Brasil 2014 (5) Escrita Criativa (5) Formas de Arte (5) François Hollande (5) Igreja (5) Impostos (5) Irão (5) Luís Filipe Menezes (5) Privatizações (5) Rui Moreira (5) Saga do FMI em Portugal (5) TC (5) Videos Olhar Direito (5) ciclismo (5) desemprego (5) défice (5) estado social (5) greve geral (5) referendo (5) saúde (5) Alemanha (4) Algeria (4) Assembleia da República (4) Aécio Neves (4) Bruno de Carvalho (4) CGTP (4) Chile (4) Dilma Rousseff (4) Direito (4) Duelos Intelectuais II - A indignação social (4) Duelos Intelectuais III - A Europa (4) Eleições (4) Eleições PSD 2008 (4) Escócia (4) Espanha (4) Especial "Uma Opiniãozinha" (4) Eurogrupo (4) Eusébio (4) FMI (4) Fernando Santos (4) Fernando Seara (4) França (4) Greve (4) Itália (4) Jornadas Esquerda Vs Direita (4) Lisboa (4) Mexico (4) Nigeria (4) OE2015 (4) PCP (4) Pinto da Costa (4) Presidenciais Norte-americanas 2016 (4) Presidente da Republica (4) Primeiro-Ministro (4) Switzerland (4) Tecnoforma (4) Tribunais (4) Uruguay (4) Viajar pela Holanda (4) coligação (4) educação (4) facebook (4) jean claude juncker (4) jornalistas (4) monarquia (4) 2014 (3) Administração Publica (3) Anedotas (3) Animais (3) António Guterres (3) Bancos (3) Bosnia (3) Cameroon (3) Chipre (3) Conferências Olhar Direito (3) Congresso PSD (3) Cristiano Ronaldo (3) Croatia (3) Doping (3) Ed Miliband (3) Egipto (3) England (3) Entrevista Olhar Direito (3) Equador (3) Especial Benfica vs FC Porto 2012 (3) Eventos (3) FIFA (3) Falar de Abril (3) Fotografias do Meu Bairro (3) Fotos National Geographic (3) Francisco I (3) Fátima Araújo (3) Ghana (3) Gourmet (3) Greece (3) Histórias de encantar (3) Honduras (3) I Debate (3) II Duelos Intelectuais - A Indignação social (3) IRS (3) Independência (3) Iran (3) Isaltino Morais (3) Israel (3) Italy (3) Ivory Coast (3) João Almeida (3) Lance Armstrong (3) Let´s Talk about Turkey (3) Luís Filipe Vieira (3) Macau (3) Marinho e Pinto (3) Ministra da Justiça (3) Natal (3) Nelson Mandela (3) Obamacare (3) Olhares de Abril 2009 (3) Olhares de Londres (3) Paralisia Cerebral (3) Pedro Santana Lopes (3) Prémios Acontecimento do ano (3) Real Madrid (3) Regresso (3) República (3) Rui Tavares (3) Silvio Berlusconi (3) South Korea (3) Spain (3) TAP (3) Televisão (3) a caminho do Maracanâ (3) charlie hedbo (3) comissão europeia (3) debate (3) direitos fundamentais (3) fundamentalismo religioso (3) pobreza (3) professores (3) redes sociais (3) viajar por França (Paris) (3) violência doméstica (3) ética (3) "Por acaso..." (2) 1ªConferência Olhar Direito (2) 2º aniversário (2) António Capucho (2) Arbitragem (2) Arménio Carlos. (2) Assunção Esteves (2) Austrália (2) Autarquias (2) Bancada Direita (2) Barómetro Político Olhar Direito; Barómetro Político OLHAR DIREITO - A FIGURA DE ESTADO (2) Barómetro Político Olhar Direito; Barómetro Político OLHAR DIREITO - A actuação do governo (2) Barómetro Político Olhar Direito; Barómetro Político OLHAR DIREITO - Qual o melhor lider partidário (2) Bashar Al-Assad (2) Benfica campeão (2) Blogesfera (2) Bloggincana (2) Boavista (2) Bruma (2) CPLP (2) CRP (2) Congresso (2) Conselho de Estado (2) Coreia do Norte (2) Corrupção (2) Ensino (2) Estado da União (2) Federalismo (2) Finanças (2) Google (2) Governo dos Segredos (2) Guiné-Equatorial (2) Hassan Rouhani (2) Hillary Clinton (2) Iraque (2) Japan (2) John Kerry (2) Legislativas 2015 (2) Leonardo Jardim (2) Liga (2) Liga Europa (2) Liga dos Campeões (2) Madeira (2) Madrid (2) Manuel Valls (2) Mercados (2) Michelle Brito (2) Miguel Macedo (2) Ministra das Finanças (2) Ministro da Educação (2) Ministério da Justiça (2) Mitt Romney (2) Negócios (2) Nick Clegg (2) Novo Papa (2) Obama (2) Olhar o Mote (2) Olhares de Portugal (2) Palestina (2) Paulo Fonseca (2) Pensar o País (2) Personalidade do Ano 2009 - Olhar Direito; Prémios Personalidade do Ano (2) Personalidade do ano 2011 (2) Pires de Lima (2) Políticos (2) Ponte (2) Portugal Open (2) Previsões (2) Primárias (2) Primários 2014 (2) Religião (2) Remodelação (2) Ricardo Salgado (2) Robert Gates (2) Rui Costa (2) Russia (2) Ryder Cup 2010 (2) TERTULIA OLHAR DIREITO (2) Tecnologia (2) Valentim Loureiro (2) Valores (2) Visita de Estado (2) Vitor Pereira (2) Volta a França (2) acção social (2) cidadania (2) citius (2) constituição (2) cortes (2) crianças (2) demissão (2) feriados (2) fotografias Debora Santa Lucia (2) fraude fiscal (2) hospitais (2) investimento (2) liberdade de expressão (2) luta (2) mentira (2) meteorologia (2) militares (2) pedofilia (2) personalidade do ano 2010 (2) personalidade do ano 2012 (2) programa cautelar (2) publicidade/parcerias (2) resumo 2014 (2) segurança social (2) socialismo (2) subvenções (2) vistos gold (2) .. (1) 10 de Junho (1) 1ª TERTULIA OLHAR DIREITO (1) 1º de Abril (1) 2013 (1) 2015 (1) 25 de novembro 1975 (1) 2ª Tertúlia Olhar Direito (1) 5 de Novembro (1) 5º aniversário (1) ADLEI (1) ASEAN (1) Acontecimento do Ano 2012 (1) Acontecimento do ano 2011 (1) Administração Interna (1) Advogados (1) Ajuda financeira (1) Al-Sisi (1) Alberto João Jardim (1) Alcool (1) Alex Ferguson (1) Alexis Tsipras (1) Amnistia Internacional (1) Ana Gomes (1) Andy Murray (1) Aniversário (1) Ano Novo Lunar (1) António Borges (1) António Marinho Pinto (1) Apartamento (1) Aprovação (1) Arte no feminino (1) Artur Mas (1) Atlético Madrid (1) Australia (1) Automobilismo (1) Autonomia (1) Autoridade (1) Avaliação (1) Barómetro Político OLHAR DIREITO (1) Berlusconi (1) Big Brother (1) Bloco central (1) Boas Festas (1) CNE (1) Cairo (1) Caixa Geral de Depósitos (1) Campo Pequeno (1) Canadá (1) Carlo Ancelotti (1) Carlos Carreiras (1) Carlos Moedas (1) Catolicismo (1) Chicago Tribune (1) Clássicos das Autárquicas (1) Coelho (1) Comissão Inquérito (1) Conflitos sudeste asiático (1) Conservadores (1) Conspiração (1) Coreia do Sul (1) Corrida de Touros (1) Costinha (1) Crentes (1) Cromos da Bola (1) Cuba (1) Câmara dos Comuns (1) Daniel Oliveira (1) Delta do Ria das Pérolas (1) Descoordenação (1) Dia dos Antepassados (1) Diabo (1) Dinamarca (1) Dinheiro (1) Directas (1) Direito brasileiro (1) Diversao (1) Diáspora (1) Drácula dos Impostos (1) Duarte Marques (1) Durão Barroso (1) EDP (1) EVENTOS OLHAR DIREITO (1) Eleições Autárquicas 2009 (1) Eleições americanas (1) Encontro (1) Espaço (1) Especial 3º Aniversáio (1) Especial Centenário da Republica (1) Estádio da Luz (1) Eutanasia (1) Expresso (1) Fama (1) Família (1) Felicidade (1) Fernando Nobre (1) Festival Rota das Letras (1) Figura do Ano 2014 (1) Filipa Saragga (1) Fim do Mundo (1) Fiscalização Sucessiva (1) Fotografias CB (1) Francisco Assis (1) Frases e Pensamentos (1) Função Pública (1) Fórmula 1 (1) Fórum Manifesto (1) G-8 (1) George W.Bush (1) Geórgia (1) Girafa (1) Gondomar (1) Gordon Brown (1) Greve de jornalistas em Guangdong (1) Guy Fawkes (1) Helena Roseta (1) Henrique Neto (1) Historias Olhar Direito - Assembleia de Pinguins (1) Histórias dos Mundiais de Futebol (1) Hosni Mubarak (1) Hugo Chavez (1) IVA (1) Ideias (1) Imagem (1) Individualismo (1) Inflacção (1) Instituições democráticas (1) Isabel Jonet (1) Iémen (1) Jaime Neves (1) Japão (1) Joaquim Pais Jorge (1) Jogo (1) Jorge Moreira da Silva (1) Joseph Blatter (1) José Mourinho (1) José Rodrigues dos Santos (1) João Cordeiro (1) João Loureiro (1) João Rocha (1) João Semedo (1) João Sousa (1) Justiça Social (1) Juventude (1) Juventus (1) Juízes (1) Labour (1) Lampedusa (1) Lançamentos (1) Lavagem de de dinheiro (1) Lei Básica de Macau (1) Lei do Orçamento (1) Leitura (1) Liberalismo (1) Literatura (1) Livre (1) Lugares de Portugal (1) Líbano (1) Macacos (1) Malta (1) Manchester United (1) Manu Tuilagui (1) Manuel Maria Carrilho (1) Marca (1) Margaret Thacher (1) Mediterrâneo (1) Miguel Poiares Maduro (1) Miguel Sousa Tavares (1) Ministério da Educação (1) Ministério da Saúde (1) Ministério das Finanças (1) Modernização (1) Mr.Speaker (1) Mundo (1) Município (1) Muro de Berlim (1) Máscara (1) Mónaco (1) NSA (1) Nações Unidas (1) Nicolas Maduro (1) Nicolas Sarkozy (1) No papel de Primeiro-Ministro (1) Nobel da Litertura (1) Nobel da Paz (1) Novo Banco (1) Novo cônsul-geral (1) Novos líderes (1) O (1) O "português" mais popular (1) OA (1) Ohar Cinema (1) Olegario Benquerença (1) Olhar Mundo (1) Olhar a palavra (1) Olympiacos (1) Opinião (1) Oscares 2011 (1) PDR (1) PIB (1) PRD (1) Pablo Aimar (1) Pacheco Pereira (1) Paixão (1) Paquistão (1) Para Sair..... (1) Partido Republicano (1) Passatempo Levanta-te Portugal (1) Paços de Ferreira (1) Pedro Filipe Soares (1) Pedro Proença (1) Personalidade (1) Personalidade do ano (1) Personalidade do ano 2008 - Olhar Direito (1) Personalidade do ano 2008 - Olhar Direito; Prémios Personalidade do Ano (1) Personalidade do ano 2013 (1) Pesar (1) Platini (1) Poder (1) Politburo (1) Politica; Espanha (1) Polícia (1) Populismo (1) Porta fechada (1) Pre-Macht of Volvo Ocean Race (1) Presidente (1) Previsões gasparianas (1) Primavera Árabe (1) Processo Casa Pia (1) Processo Civil (1) Psiquiatria (1) Publicidade (1) Pépa (1) Quem nos vem salvar? (1) Quem é Quem da Política (1) Questionário de Verão (1) Quiz Olhar Direito (1) Record (1) Regime (1) Reportagem (1) Repórter Olhar Direito (1) Restaurante Porto de Macau (1) Restauração da Independência (1) Revista Time (1) Rhodes (1) Ricardo Quaresma (1) Ricciardi (1) Rio de Janeiro (1) Rip Curl Pro Search 2011 (1) Roger Federer (1) Rui Machete (1) SWAPS (1) Sampaio da Nóvoa (1) Schengen (1) Seminários e outras participações (1) Ser Humano (1) Serviço Público (1) Serviço de atendimento ao Cidadão (1) Sevilha (1) Sexo (1) Sistema eleitoral (1) Sofia Galvão (1) Solidariedade Institucional (1) Suiça (1) Surf (1) Syriza (1) Século XXI (1) Síria (1) Taça da Liga (1) Taça de Portugal (1) Tertúlias Olhar Direito; Conferências Olhar Direito (1) Testes de Sinceridade (1) The Economist (1) Top + (1) Tour de France (1) Tragédia (1) Turquia (1) UEFA (1) UGT (1) V Encontro Empresarial de Negócios em Língua Portuguesa (1) Valores e Princípios na Política (1) Variação dívida pública (1) Venezuela (1) Vigilância (1) Viktor Yanukovich (1) Vince Cable (1) Vital Moreira (1) Voto do Leitor (1) Vítor Pereira (1) Wu Bangguo (1) Yasser Arafat (1) a (1) abusos sexuais (1) advogado joão araújo (1) agricultura (1) anthímio de azevedo (1) arma (1) audiências (1) bastonário da ordem dos médicos (1) blogoesfera (1) blogue do ano 2012 (1) boatos (1) boko haram (1) campanha (1) cartas de amor (1) censura (1) cheias (1) citações (1) civismo (1) ciência (1) claques (1) clássico (1) comentadores políticos (1) conclave (1) concurso fashionistas do brasil (1) concursos (1) confissão (1) constituiçã (1) contas públicas (1) contribuições (1) convenção dos direitos das crianças (1) corporativismo (1) crime (1) crise política (1) cultura (1) cunhas (1) declarações (1) derby (1) dignidade humana (1) dilema (1) discurso de Natal (1) dívida grega (1) dívidas (1) e (1) economia azul (1) economia do mar (1) eleições regionais (1) emigração (1) emprego (1) eng. sousa veloso (1) ensino superior (1) escolas (1) espe (1) especial 5º Aniversário (1) expectativas (1) falecimentos (1) fernando ulrich (1) fiscalização (1) freguesia (1) futuro (1) gestão (1) grândola vila morena (1) guerra (1) habeas corpus (1) hepatite c (1) hierarquia (1) homossexualidade (1) i (1) iluminação (1) in Diário de Leiria (1) in Jornal de Leiria (1) inclusão (1) jornal público (1) legalidade (1) legitimidade (1) liberdades (1) licenciaturas (1) liderança (1) lista vip (1) livros (1) mar (1) marketing (1) marques mendes (1) maçonaria (1) meteorito (1) migração clandestina (1) ministro da saúde (1) miss olhar direito (1) motivação (1) moção de censura (1) musica (1) médicos (1) natureza (1) nigéria (1) nuclear (1) oásis (1) palhaço (1) pancadaria (1) patriotismo (1) places of the world (1) pobreza infantil (1) policia (1) política popular (1) processos judiciais (1) quénia (1) reunião (1) revolta (1) romance (1) salários (1) sistema bancário (1) sistemas informáticos (1) solidariedade (1) subsídio (1) taxa (1) terrorismo (1) tolerância (1) traição (1) transparência política (1) transportes (1) tv rural (1) twitter (1) tânia laranjo (1) uais (1) unicef (1) universidades (1) urgências hospitalares (1) vi (1) yanis varoufakis (1) Álvaro Santos Pereira (1) Ídolos (1) Índia (1) ética e deontologia (1)