2 ano(s) a Olhar Direito



sábado, 7 de Novembro de 2009

OBAMA - YES WE MAY

Há uma estreita diferença entre "can" e "may" que só os ango-saxónicos entendem. Quando Obama tomou posse desconfiei do folclore e do tipo. É claro que melhor que o troglodita Bush qualquer um faz. Disse-o aqui e tive muitos comentários esperançosos e esperançados. Passado um ano confirma-se que nada de novo se passou. O "can" passou a "may" e, porventura, acabará em "shall". Internamente Obama está atolado na questão da saúde. Não consegue vencer os poderosos lobbies económicos, nem as forças divergentes do Senado. A crise económica tem tido altos e baixos, mas não se houve medidas revolucionárias que afastem de vez a "economia de casino". Arriscamo-nos a acordar com um 2ª vaga pior que a primeira. No ambiente mantém-se o zig-zag que impede a assinatura do novo instrumento internacional que irá substituir o Acordo de Quioto. As armas continuam a vender-se legalmente como pipocas no mercado interno. Morrem americanos como nos filmes de cow-boys, em ambiente de "Miami Vice". Na política externa, Guantanamo continua por fechar, enredada em questões jurídicas complexas, enquanto continua a haver notícias de "exportação" de prisioneiros para terceiros países, afim de terem interrogatórios mais "aprofundados". Os judeus continuam a mandar na Casa Branca. O poder político da Arábia Saudita mantém-se conivente com os USA, enquanto Bin Laden atrai milhares de descontentes, transformando-os em terroristas encartados que se espalham por todo o mundo. No Iraque a situação tarda em se esclarecer e a democracia em chegar. Nem se percebe o que lá estão a fazer os americanos, a não ser terem um pretexto para estar perto do amigo judeu e controlarem os Sauditas. No Afeganistão a situação é dramática. O erro de não ter saído logo a seguir à tomada de posse, coloca Obama num trilema: sai agora e é apupado; fica sem aumentar efectivos e os generais não o pouparão; reforça o efectivo e arrisca-se a ser derrotado à mesma, tal com foram os ingleses no séc. XIX e os russos no séc. XX. O "nosso" Prémio Nobel da Paz está metido numa grande alhada. De facto, para além de ser preto e de se chamar Hussein, ainda não vi nada de novo!
Jorge Pinheiro

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo em Paris

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

O PM vai casar....

Com a introdução dos Casamentos Gay, o Primeiro Ministro vai finalmente poder casar...

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Tema do Dia X

Somos uma sociedade de modas?
Novembro 2009

10º evento

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Rubrica: Viajar por França (PARIS)

Sorbonne

A Sorbonne contempla aquilo a que antes de 1973 se chamava frequentemente por Universidade de Paris. O ano de sua fundação é nada mais nada menos que 1257 em meados do século XIII, primeiramente o espaço servia de colégio teológico tendo recebido no seu seio inúmeras personagens do mundo eclesiástico da Baixa Idade Média.

O Bairro Latino é o local no qual estão inseridas as maiores escolas superiores pertencentes à Sorbonne, muitas destas escolas foram construídas entre os anos 1885 e 1901. As áreas com maior destaque na Sorbonne são Direito e Filosofia.

Em pleno século XIX a Faculdade de Teologia de Paris sofre uma remodelação profunda e os edifícios do colégio foram ocupados pela Faculdade de Ciência e literatura que na época era conhecida como "Academia de Paris" que se incorporava na estrutura da Universidade de França criada em 1808.

Em Maio de 68 as instalações da Sorbonne foram ocupadas por activistas que protestavam contra a "Lei do Contracto do 1º Emprego" Foi possivelmente um dos momentos mais marcantes da história de toda a Universidade que ditou a desfragmentação da mesma em nada mais nada menos que 13 instituições diferentes de ensino. Apenas 3 das 13 universidades continuaram a manter o termo "Sorbonne" em seu nome, sendo que as restantes optaram por cortar de vez com o passado.

Nos dias de hoje apesar da sucessiva queda de importância no panorama internacional a Sorbonne continua a ser uma das universidades mais prestigiadas da Europa tendo na Panthéon-Sorbonne a melhor e mais bem estruturada universidade de França.

Nomes como André Chamson, Bento XVI, Fernando Henrique Cardoso, René Gutman, François Guizot, Inácio de Loiola, Sérgio Vieira de Mello, Agostinho da Silva ou Pierre Curie foram alunos da Sorbonne.

Bruxas

Vozes soam ao longe,

não se sabe de quem são,

ouvem-se murmúrios já próximos,

tão próximos que dão compaixão

São vozes baixinhas,

mas muito sabidas e traquinas,

querem desafiar uma alma,

a viajar consigo com outra calma!

Trazem uma vassoura,

rodopiando dançando à volta do ar,

dão voltas e voltas ao vento,

sem um rumo a estacionar!.

Não acalmam esta alma,

porque a deixam desatinada,

de tanto atormentarem,

uma humana desalentada!.

Muito baixinho elas voam,

e lá vão desaparecendo,

com seu rabo de vassoura

p'ra outro desgraçado atormento!

São as vozes do diabo,

ou das bruxas podem querer,

umas parvas alucinadas desarmando,

a alma dum qualquer insane ser!

Poema de Helena Felix - Concorrente Numero 1

terça-feira, 3 de Novembro de 2009



O vídeo acima mostra um evento que foi destaque na semana passada aqui no Brasil.

Trata-se do caso de uma aluna do curso de Turismo da Uniban, uma universidade do ABC Paulista, chamada Geysi, que foi hostilizada pelos colegas de faculdade por vestir um vestido curto.

Em país onde se cultua a bunda de fora, para mim, parece muita hipocrisia o que se passou com esta garota. Até porque o vestido que usava não era dos mais curtos, se vê gente mais “desvestida” na televisão do que ela.

É obvio que o ambiente acadêmico não é local para roupas insinuantes, pois se observa que cada local há sua conduta de vestuário, mas tampouco hostilizar uma pessoa pelo seu modo de vestir parece-me coisa de gente civilizada.

A garota teve de ser escoltada pela Polícia para poder sair da faculdade, tamanha a barbárie dos demais estudantes, que ameaçavam a integridade física da moça.

Gostaria muito de saber se uma pessoa que se porta dessa maneira, com tamanha intolerância, poderia ser considerada educada.

Vivemos em um país livre, em uma democracia, onde todo cidadão comum é autorizado a viver sua vida como bem queira, desde que não se desrespeite a lei.

E como advogada, até onde eu saiba, não há lei nenhum que proíba as pessoas de vestirem-se como desejam. Deixo aqui meu repúdio à intolerância e falta de respeito.

Larissa Bona

PS: Geysi volta hoje à aula, de calça comprida.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

1º Duelo Intelectual Olhar Direito

Os Duelos Intelectuais que o Olhar Direito vai promover nos próximos tempos é uma maneira de promover o debate, discussão, troca de ideias e de saber até que ponto os participantes estão habilitados para saber lidar com a crítica, trocarem argumentos, colocarem novas questões bem como aprofundar os temas.

Os Duelos Intelectuais vão-se desenrolar da seguinte forma:

1- Iremos abrir um período de inscrições, para quem quiser participar nestes Duelos. Enviem a vossa inscrição com nome, idade, mail e blogue ( se o tiverem..) para olhardireito@gmail.com

2- Serão lançados temas pelos quais os Intelectuais terão que discutir. Pode ser um tema actual ou antigo. Cada Duelo terá assim um tema.

3- Serão um contra um. À moda de campeonato. Todos contra todos. Queremos com isto que haja discussão e troca de ideias. Que os argumentos tenham em linha de conta as opiniões que outros formularam.

4 - Será realizado uma sondagem que terá os nomes dos Intelectuais e estará à disposição de todos até ao ultimo duelo. Consoante o número de inscritos decidiremos se haverá ou não, uma fase de eliminatórias para apurarmos o Maior Intelectual.

5 - Ao que sucede no Concurso de Poesia, o vencedor terá direito a publicar textos no blogue. Haverá um duelo por semana, para que haja preparação para a construção dos temas.

As inscrições estão abertas!

2.2. Villae Romanas

A romanização, aquele processo que os romanos inventaram para também ir ao encontro das mais variadas diferenças que vivem de comunidade para comunidade, viveu-se no actual teritório português entre a dicotomia cidade-villae. Em contraste com os grandes centros comerciais que foram as cidades romanas no nosso território, de vertente marítima, ora viradas para o rio preparando a saída para o Atlântico, ora olhando de soslaio o Mediterrâneo, surgiram as villae nas áreas rurais. Preparadas para servir uma certa auto-suficiência, as villae formavam um complexo habitacional que comportava a casa do pater familias (a domus) e trabalhadores assalariados, um complexo agrícola com lugar para guardar as colheitas, animais, e em algumas delas os arqueólogos descobriram complexos termais com sistemas de canalização próprios e também cemitérios.
Outros indícios descobertos pelos arqueólogos portugueses, como cerâmica importada, demonstra que estes complexos comunitários romanos mantinham contactos comerciais indirectamente - se fosse atarvés de entrepostos como as grandes cidades - ou directamente - através de comerciantes romanos que viajavam ao longo do mediterrâneo e ao largo do Atlântico.
A sua localização - maioritariamente em zonas altas, não perto do mar, mas também não muito longe dele - parece indicar a importância que se revestia não só a defesa e segurança das comunidades, como também a preservação dos localismos com tradições autóctones que vinham já das épocas de fixação que foram o Calcolítico e a Idade do Ferro. Para além de serem focos importantes do processo de romanização, as villae também seriam sem se saber à altura, os tubos de ensaio dos novos paradigmas sociais em que se concebeu o medievalismo em Portugal: os feudos e a cristianização com preocupação pelas crenças autóctones.

domingo, 1 de Novembro de 2009

Naquele Tempo II

Mete uma cruz. Meto uma bola!....volta a meter uma cruz.... E mete a bola no quadrado.

Era assim ( ainda é....) , com o jogo do galo. Um verdadeiro vício mesmo tratando-se de um jogo em que apenas é preciso uma folha de papel ( de preferência grande, para se poder jogar bastante..); e uma caneta ( esta pode ser partilhada entre os dois jogadores, pois não corre o risco de estar viciada....)

É um dos jogos mais interessantes. Meter a bola ou a cruz de modo a fazer uma sequência. Seja em linha ou na diagonal. Em apenas 6 quadrados. E quando ficavámos horas até que alguém ganhasse?

Eram horas e horas............ folhas de papel, atrás de papel, canetas atrás de caneta. Um jogo para se jogar nas horas livres. Principalmente numa aula quando aquilo que o professor diz não interessa para nada. Baza jogar ao jogo do galo? mete aí uma folha e começamos.....

Só uma confissão : Não me lembro de ter ganho uma única partida neste jogo, tal era a falta de lógica e raciocínio deste passatempo.

Quem nunca se atreveu a jogar ao Jogo do Galo?

sábado, 31 de Outubro de 2009

OLHAR A SEMANA - TOMAR A POSSE

Esta semana novo governo tomou a posse e novos ministros sobraçaram a pasta. E em que consiste este complexo conjunto de operações? Começa com a legitimação em eleições. Depois pela indigitação do Presidente da República. Acaba numa liturgia engravatada, jurando cumprir solenemente os seus deveres. A posse fica logo tomada. Daí para a frente, é sempre a sobraçar a pasta. A expressão “tomar posse” parece significar uma garantia de adquirir algo, de passar a dispor de qualquer coisa mais, de agarrar um “tacho”. Já “sobraçar a pasta” tem uma conotação mais pesada e, eventualmente, mais altruísta. Parece emergir uma obrigação de quem sobraça, relativamente aos sobraçados. Tenho, porém, dúvidas de que todos os governantes tenham este mesmo entendimento. A responsabilidade dos sobraçantes não se mede pela cilindrada do Mercedes, mas pelo acerto na governação e pela isenção do seu exercício. Sucede que, mal este governo “tomou a posse”, surgiu mais um escândalo mafioso, envolvendo quadros superiores e administradores de empresas públicas, comprados por um sucateiro de “resíduos industriais” que aumentou a facturação 100 vezes nos últimos 5 anos. A sucessão de escândalos em Portugal é alucinante, não poupando o partido da situação ou a oposição. Já não sabemos para onde nos virar. É indispensável que alguém tome conta disto, antes que a tomada de posse seja um remédio amargo e em vez de sobraçar a pasta, haja um sossobrar de regime.
Jorge Pinheiro

O que te faz irritar mais?

  • Zangar com a cara metade
  • Estar enfiado no trânsito
  • Quereres trabalhar e o computador está lento
  • O teu clube do coração não joga nada
  • Nunca mais chega aquela notícia que vai mudar a tua vida
  • Acordar cedo depois de uma grande bezana
  • Levares uma tampa
  • O comboio/metro/autocarro nunca mais vem e já tás atrasado para o trabalho/ encontro
  • Esperar por uma pessoa cerca de meia hora/ uma hora

Irritas-te facilmente?

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Mulheres XVII

Helena Coelho

E ainda dizem que o Jornalismo portugues está cada vez pior......

Palpites X

Achas que vamos ter TGV em Portugal?

SIM 12 votos (60%)

NAO 8 votos (40%)

total de votos 20

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

A CONFISSÃO DE LÚCIO ( A ler, sem comentários )

A António Ponce de Leão …assim éramos nós obscuramente dois, nenhum de nós sabendo bem se o outro não era ele-próprio, se o incerto outro viveria… FERNANDO PESSOA Na Floresta do Alheamento
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MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO Cumpridos dez anos de prisão por um crime que não pratiquei e do qual, entanto, nunca me defendi, morto para a vida e para os sonhos… nada podendo já esperar e coisa alguma desejando - eu venho fazer enfim a minha confissão: isto é, demonstrar a minha inocência. Talvez não me acreditem. Decerto que não me acreditam. Mas pouco importa. O meu interesse hoje em gritar que não assassinei Ricardo de Loureiro é nulo. Não tenho família; não preciso que me reabilitem. Mesmo, quem esteve dez anos preso, nunca se reabilita. A verdade simples é esta. E aqueles que, lendo o que fica exposto, me perguntarem: - "Mas por que não fez a sua confissão quando era tempo? Por que não demonstrou a sua inocência ao tribunal?" - a esses responderei: - A minha defesa era impossível. Ninguém me acreditaria. E fora inútil fazer-me passar por um embusteiro ou por um doido… Demais, devo confessar, após os acontecimentos em que me vira envolvido nessa época, ficara tão despedaçado que a prisão se me afigurava uma coisa sorridente. Era o esquecimento, a tranqüilidade, o sono. Era um fim como qualquer outro - um termo para a minha vida devastada. Toda a minha ânsia foi pois de ver o processo terminado e começar cumprindo a minha sentença. De resto, o meu processo foi rápido. Oh! o caso parecia bem claro… Eu nem negava nem confessava. Mas quem cala consente… E todas as simpatias estavam do meu lado. O crime era, como devem ter dito os jornais do tempo, um "crime passional". Cherchez la femme. Depois, a vítima um poeta - um artista. A mulher romantizara-se desaparecendo. Eu era um herói, no fim de contas. E um herói com seus laivos de mistério, o que mais me aureolava. Por tudo isso, independentemente do belo discurso de defesa, o júri concedeu-me circunstâncias atenuantes. E a minha pena foi curta. Ah! foi bem curta - sobretudo para mim… Esses dez anos esvoaram-se-me como dez meses. É que, em realidade, as horas não podem mais ter ação sobre aqueles que viveram um instante que focou toda a sua vida. Atingido o sofrimento máximo, nada já nos faz sofrer. Vibradas as sensações máximas, nada já nos fará oscilar. Simplesmente, este momento culminante raras são as criaturas que o vivem. As que o viveram ou são, como eu, os mortos-vivos, ou - apenas - os desencantados que, muita vez, acabam no suicídio. Contudo, ignoro se é felicidade maior não se existir tamanho instante. Os que o não vivem, têm a paz - pode ser. Entretanto, não sei. E a verdade é que todos esperam esse momento luminoso. Logo, todos são infelizes. Eis pelo que, apesar de tudo, eu me orgulho de o ter vivido. Mas ponhamos termos aos devaneios. Não estou escrevendo uma novela. Apenas desejo fazer uma exposição clara de fatos. E, para a clareza, vou-me lançando em mau caminho - parece-me. Aliás, por muito lúcido que queira ser, a minha confissão resultará - estou certo - a mais incoerente, a mais perturbadora, a menos lúcida. Uma coisa garanto porém: durante ela não deixarei escapar um pormenor, por mínimo que seja, ou aparentemente incaracterístico. Em casos como o que tento explanar, a luz só pode nascer de uma grande soma de fatos. E são apenas fatos que eu relatarei. Desses fatos, quem quiser, tire as conclusões. Por mim, declaro que nunca experimentei. Endoideceria, seguramente. Mas o que ainda uma vez, sob minha palavra de honra, afirmo é que só digo a verdade. Não importa que me acreditem, mas só digo a verdade - mesmo quando ela é inverossímil. A minha confissão é um mero documento. 1 Por 1895, não sei bem como, achei-me estudando Direito na Faculdade de Paris, ou melhor, não estudando. Vagabundo da minha mocidade, após ter tentado vários fins para a minha vida e de todos igualmente desistido - sedento de Europa, resolvera transportar-me à grande capital. Logo me embrenhei por meios mais ou menos artísticos, e Gervásio Vila-Nova, que eu mal conhecia de Lisboa, volveu-se-me o companheiro de todas as horas. Curiosa personalidade essa de grande artista falido, ou antes, predestinado para a falência. Perturbava o seu aspecto físico, macerado e esguio, e o seu corpo de unhas quebradas tinha estilizações inquietantes de feminilismo histérico e opiado, umas vezes - outras, contrariamente, de ascetismo amarelo. Os cabelos compridos, se lhe descobriam a testa ampla e dura, terrível, evocavam cilícios, abstenções roxas; se lhes escondiam a fronte, ondeadamente, eram só ternura, perturbadora ternura de espasmos dourados e beijos sutis. Trajava sempre de preto, fatos largos, onde havia o seu quê de sacerdotal - nota mais frisantemente dada pelo colarinho direito, baixo, fechado. Não era enigmático o seu rosto - muito pelo contrário - se lhe cobriam a testa os cabelos ou o chapéu. Entanto, coisa bizarra, no seu corpo havia mistério - corpo de esfinge, talvez, em noites de luar. Aquela criatura não se nos gravava na memória pelos seus traços fisionômicos, mas sim pelo seu estranho perfil. Em todas as multidões ele se destacava, era olhado, comentado - embora, em realidade, a sua silhueta à primeira vista parecesse não se dever salientar notavelmente: pois o fato era negro - apenas de um talhe um pouco exagerado -, os cabelos não escandalosos, ainda que longos; e o chapéu, um bonet de fazenda - esquisito, era certo -, mas que em todo o caso muitos artistas usavam, quase idêntico. Porém, a verdade é que em redor da sua figura havia uma auréola. Gervásio Vila-Nova era aquele que nós olhamos na rua, dizendo: ali, deve ir alguém. Todo ele encantava as mulheres. Tanta rapariguinha que o seguia de olhos fascinados quando o artista, sobranceiro e esguio, investigava os cafés… Mas esse olhar, no fundo, era mais o que as mulheres lançam a uma criatura do seu sexo, formosíssima e luxuosa, cheia de pedrarias…

Projectos ambiciosos

Nos próximos meses a equipa do Olhar Direito elaborou vários projectos que vai meter em prática: São os seguintes projectos:

- Concurso de poesia : Com isto pretendemos dar espaço a um estilo diferente daquele que se pratica no blogue. E em muitos blogues. Em vez da tradicional opinião feita, queremos dar oportunidade aqueles que gostam de poesia para desenvolver a sua aptidão. Como existem muitos blogues dedicados à poesia, chegou a hora dos verdadeiros poetas se mostrarem.

- Historia do blogue : Vamos fazer uma história. Para posteriormente publicarmos em Livro. Ainda não sabemos qual vai ser o enredo, mas esperamos que seja do vosso agrado. Ainda estamos a construir personagens e o género. Espero que se deliciem e se entusiasmem com a história do blogue....

Duelos Intelectuais : Vamos debater e discutir as questões que nos assombram. Que nos fazem pensar e meditar. Todos contra todos e no fim um será o maior intelectual. Para isso basta ir seguindo a discussão e também podes participar. Bastanto para isso inscrever. Posteriormente será lançado a inscrição.

Que continuem connosco nesta aventura....

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Monarquia ou República?

Como já foi mencionado inúmeras vezes, algo que faz este blog rico é a diferença de opiniões dos seus membros. Lanço questões reflexivas sabendo que evidentemente os argumentos serão muitos de parte-a-parte.

  • Será que Portugal beneficiaria de um sistema monárquico?
  • Não será a monarquia uma negação primordial da igualdade de todos os cidadãos?
  • Todos os países europeus com a monarquia implantada são altamente desenvolvidos. Terá a monarquia influência nesse mesmo desenvolvimento?
  • Morte de D. Carlos I. Atentado ou antecâmara de golpe de Estado?
  • À luz daquilo que é o Direito Constitucional terá Portugal ficado um país mais justo com a constituição de 1822?
  • Em que medida é que o modo de vida das monarquias europeias pode ser considerada uma afronta para o grosso da população?
  • Será efectivo que os portugueses estariam receptivos a regressar a um sistema monárquico?
Estas questões são lançadas com toda a polémica para que se gere um debate vivo e aceso. Não tenho certeza que tenha acendido um rastilho de pólvora mas, mesmo que o tenha feito, neste espaço não temos nem Buiças nem Alfredos Costa. Dependendo de cada um dos lados da barricada...ainda bem ou ainda mal!

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Federações do Brasil: Amazonas

Encontro do Rio Negro e Solimões em Manaus, atração turística do Estado.



Retomo hoje a série Federações do Brasil, falando do maior Estado da Federação brasileira: o Amazonas.



A sua extensão de é 1.570.745.680 km², ou seja, seria como se juntássemos a França, Espanha, Suécia e Grécia em um só território.



É neste Estado, que faz fronteira com três países (Peru, Colômbia e Venezuela), que está localizado o maior rio do mundo, o Rio Amazonas, e grande parte da floresta amazônica.



A economia do Amazonas baseia-se na indústria, extrativismo, mineração e pescas. Ao contrário do que muitos pensam, o Brasil não usa a floresta amazônica para produzir etanol, pois as terras de lá não são boas para o plantio de cana de açúcar.



A sua capital é Manaus e trata-se da maior cidade da região norte. É nela onde está instalada a ZFM (Zona Franca de Manaus) que foi criada em 1967 para estimular a industrialização do Amazonas, pois pelo difícil acesso ao Estado, as indústrias não tinham interesse de se estabelecerem lá.



A ZFM é uma área de livre comercio, onde os produtos importados não sofrem tributação. Por isso, houve não só uma intensificação do comércio no Amazonas, mas também a criação de um pólo industrial expressivo em Manaus, especialmente, de empresas de tecnologia, que necessitam de peças importadas do mundo todo para produzir bens eletroeletrônicos.



O Amazonas também possui um turismo ecológico muito forte, pois pessoas do mundo todo viajam para lá para conhecer a floresta amazônica e os povos indígenas que habitam o interior do Estado.



Isso sem falar das festas populares, como a Festival Folclórico de Parintins que reúne milhares de pessoas, no último final de semana de junho, no Bumbódromo (uma espécie de estádio em formato de cabeça de boi, que tem capacidade para 35 mil pessoas), onde duas agremiações, o Boi Garantido e o Boi Caprichoso, competem para saber quem é o melhor boi.



Eu nunca fui a esse festival, mas morro de vontade de ir e, pelo o que vi pela TV, aconselho a todos a irem, pois é um espetáculo tão grandioso como o Carnaval.



Muito embora o Amazonas seja o maior Estado do Brasil, por conta justamente da floresta, é um dos que tem menor densidade demográfica. Para vocês ter idéia, todo o Estado tem um pouco mais de 3,4 milhões de habitantes, enquanto a região metropolitana Fortaleza, cidade onde vivo, tem um pouco mais de 2 milhões de habitantes.



De todas as Unidades Federativas, é a que concentra a maior população indígena, sendo que a maioria da população é parda, com uma mistura de sangue indígena com europeu.



Os maiores problemas deste Estado são, infelizmente, ligados à questão ecológica. O principal trata-se do desmatamento inescrupuloso da floresta amazônica, seguida da pirataria biológica e da marginalização dos indígenas que são considerados, pelo governo brasileiro, como legalmente incapazes.



Larissa Bona

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Campeões no asfalto

Rossi e Loeb tornaram-se este fim de semana, campeões do Mundo das respectivas modalidades.
Rossi foi pela Nona vez campeão do Mundo de Motociclismo. Um verdadeiro fenómeno desportivo.
Loeb sagrou-se campeão pela Sexta vez campeão do Mundo de Ralis. Alcançou também um resultado histórico na modalidade.
Apesar destes resultados, os dois estão disponiveis para continuarem a ganhar. A motivação continua a igual.
A vontade de ganhar é ainda maior.
É isto que distingue os campeões dos outros.
Tanto Rossi como Loeb são verdadeiros campeões. Tanto dentro como fora das pistas.
Feliz do desporto automóvel que tem a possibilidade de se deliciar com as suas acelerações.
Parabéns aos dois

Está fora de moda?

Recentemente na Assembleia da Republica, no regresso aos trabalhos, uma jornalista colocou uma questão a um deputado do PSD sobre o uso da gravata.

Nos tempos modernos parece que a gravata está a cair em desuso. É na própria AR;onde os bloquistas iniciaram a tradição de não usar gravata, nas empresas, nas próprias conferências e até nos escritórios de advogados.

Na verdade, o uso da gravata está fora de moda. Parece mais uma peça de roupa que incomoda do que necessário. Vemos por toda e também é considerado moda, usar fato sem a gravata.

A gravata aperta, não dá jeito para quem de trabalhar de um lado para o outro e já não é considerado um utensilio que mostra respeito. A não exigência da gravata ou o seu não uso por vontade pessoal é um sinal de que no trabalho já não é tão importante a imagem mas sim a competência e habilitações. Sinal de uma sociedade mais justa e equitativa. Onde a oportunidade é dada não em função da imagem mas sim da competência.

Também é um factor em que o trabalho se torna um sítio mais descontraído e liberal. Que não é aquele lugar de stress e dedicação exclusiva.

Ainda bem que começamos a imitar outros países onde a gravata fica em casa.

Ainda usam gravata?

domingo, 25 de Outubro de 2009

Das declarações e falta delas...

Esta semana foi fértil em declarações...

Saramago, Socrates e o PSD foram os grandes protagonistas.

Esta semana José Socrates escolheu o novo governo. Um misto de caras novas, experiência e nucleo duro do PS, compõem o novo governo socialista. Das caras novas de realçar a escolha de Isabel Alçada para Ministra da Educação. Um nome conceituado na escrita nacional, mas ainda sem experiencia ministerial. Começou mal (ou terá sido Socrates?), quando no próprio dia disse que não tinha sido convidada para Ministra. É uma cara aceite, principalmente pelos professores, mas veremos até quando esta classe concordará com as suas politicas. De resto, caras novas, pessoas independentes, que podem ajudar a arranjar consensos entre os outros partidos.

De destacar a nomeaçao de Santos Silva para a pasta de Defesa e de Alberto Martins para a Justiça. O ex-ministro dos assuntos parlamentares continua a ser um braço forte de Socrates e uma importante força dentro do PS. Será que vai ter sucesso na Defesa? A saíde de Alberto Martins do Parlamento para Justiça é mais uma forma de garantir que a unidade dentro do PS principalmente em tempos de governo minoritário.

Continuam Vieira da Silva, Teixeira dos Santos, Silva Pereira e Rui Pereira. De certa forma, os ministros que mais contribuiram para a renovação da votação no PS.

O PSD também foi motivo de discussão durante a semana. Pelas razões de sempre : a liderança. Marcelo parece que não avança. Passos Coelho é o unico que se assumiu e Morais Sarmento não quer que o empurrem. Continua o PSD sem escolher o seu líder. Um unico lider. Os sociais-democratas não conseguem encontrar aquele que poderá ser Primeiro-Ministro e não apenas lider social-democrata. Enquanto não descobrem , o fantasma de Marcelo continua a pairar, Passos Coelho vai a todas como Santana Lopes e enquanto isso o PS continua unido e vencedor. Qual é o futuro do PSD?

Mais duas notas:

- Mais uma vez andamos perdidos a discutir temas como as declarações de Saramago. Tal como o episódio de Maitê, continuamos a dar importância a questões menores. É tipico de uma sociedade com pouco para fazer e discutir.

- Nota-se que o país está mais contente. Não é o efeito Socrates, mas sim a dinâmica JJ. Graças ao Benfica e às suas vitórias este país anda mais feliz!

Oxalá continua assim...

sábado, 24 de Outubro de 2009

Da Frase

Saramago falou não de um pedestal, como muitos quseram crer, mas de uma bancada entre os homens. Jus lhe seja feito por pensar e escrever em português, por ser um dos génios da literatura actual. Direi que não fico surpreso com a frase visto que existe uma montanha de livros citáveis e não citáveis, até muito anteriores ao próprio Saramago, que dizem o mesmo. Olha busquem lá um Thomas Paine ou um biblioteca de antropologia e sociologia e estará lá tudo; para os menos afoitos ainda existem aqueles livros de "auto-ajuda"/"new wave" que agora abundam no mercado e que exploram todo esse tema da culpa e da responsabilidade do dogma judaico-cristão na vida do Homem comum de hoje.
Surpreso fiquei com as declarações de alguns que ainda entendem o mundo como aquela dicotomia entre trabalho e capital, outros entre Deus e demónio; pois ambos se esquecem do Homem que fica pelo meio exercendo a sua liberdade, umas vezes obrigado pelas circunstâncias históricas, outras por um qualquer destino. Porque quem ingressou "naquela companhia" como disse Saramago, talvez tenha exercido um poder absoluto, tal como outros que ingressaram noutra companhia em que ele próprio esteve e está. Porque quem quer mudar quer algo para si em troca, nem que seja o de utilizar o poder que esteve nas mãos dos outros de uma forma ainda mais cruel para castigá-los. Essa é a história da Bíblia, que mais não é do que o relato dos homens em busca do divino para fugir ao demónio deles mesmo.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Mulheres XVI

Cláudia Borges

As portuguesas também são bonitas :))

Qual é a terceira maior cidade do país?

Depois de Lisboa e Porto, a maior cidade é

  1. Braga
  2. Oeiras
  3. Sintra
  4. Faro
  5. Coimbra
  6. Santarém
  7. Vila Nova de Gaia

Habitantes destas cidades digam de vossa justiça

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Legalização das drogas leves

Este tema dá pano para mangas. Está em voga, principalmente entre os mais novos

Devem as drogas leves serem legalizadas?

SIM 11 32%

NAO 23 67%

34VOTOS

Sim ou Nao?

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Rubrica: Viajar por França

A vida em Paris acaba por ser diferente da vida em qualquer outra cidade. É pois nesse sentido que decidi lançar esta rubrica. França é um país com características muito particulares e, dentro do país, Paris é uma cidade que se difere da restante realidade nacional. As pessoas, os costumes, as diversidades, os lugares...tudo é único e de certa forma iluminado. Arrisco mesmo dizer que Paris a par de Nova Iorque são na actualidade os dois grandes pólos multi-étnicos mundiais. Escrever sobre Paris é fácil porque é espontâneo e o que me vem à cabeça quando falo da cidade é tanta coisa que o difícil torna-se mesmo escolher quais as temáticas.

Hoje, após reflectir um pouco, decidi falar de bicicletas. O leitor deverá questionar-se porque razão vou falar de bicicletas numa rubrica acerca de França, mais concretamente sobre Paris, é simples: as bicicletas são uma das maiores atracções da cidade neste momento!

Todas iguais. Por apenas 1€ qualquer pessoa pode usufruir deste serviço. Eu própria o faço muitas vezes quando o tempo o permite. Apesar de haver uma rede de metro com grande alcance em Paris acho que a andar de bicicleta acaba por ser muito mais interessante dado que desta forma podemos aproveitar as belas vistas da cidade. O metro de Paris com todos os seus conhecidos problemas não oferece aos seus utentes (como é o meu caso) as normas de segurança desejadas por isso mesmo sempre que posso prefiro usar uma bicicleta para as minhas deslocações. Não sei se existe mas era interessante criarem uma espécie de "passe social" para estes meios de transportes. É uma ideia para colocar em prática nas cidades portuguesas, tenho a certeza que funcionaria!

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Revista Confraria do Vento

Lançamento da Revista Confraria

Revista Confraria chega a Portugal Periódico binacional oferece um amplo e irreverente panorama da arte, literatura e reflexão crítica contemporâneas.

Após quatro anos de contribuição para a literatura e crítica de língua portuguesa, com um formato online de prestígio internacional e mais de cinco milhões de acessos, a Revista Confraria converte-se numa edição impressa bimestral, editada simultaneamente no Rio de Janeiro e em Lisboa e com contribuições regulares de autores brasileiros e portugueses.

Após o lançamento no Brasil no passado dia 14 de Setembro, o número inaugural da Confraria chega finalmente a Portugal, numa distribuição que procurará chegar a número crescente de bancas e livrarias.

Para além de dossiês sobre vanguardas internacionais, perfis de autores menos conhecidos e entrevistas, a revista oferece também textos críticos, filosóficos, contos e poesia, sendo cada edição ilustrada por um artista plástico convidado. Adicionalmente, a revista conta com um conjunto de colunistas fixos de importante projecção, entre eles Luiz Costa Lima, Silviano Santiago, Gonçalo M. Tavares, Carlos Felipe Moisés, Clóvis Bulcão e valter hugo mãe.

Neste primeiro número o leitor pode encontrar, entre outras pérolas, material inédito de Arnaldo Antunes, Gonzalo Rojas, Maria do Rosário Pedreira, Octávio Paz, Raimundo Carrero e E.M. de Melo e Castro.Em Portugal, a Revista Confraria é coordenada por João Miguel Henriques (para qualquer contacto editorial ou pedido de encomenda escrever para joao@confrariadovento.com).

Poesia Incompleta (R. Cecílio de Sousa)

Trama (R. São Filipe Nery)

Letra Livre (Calçada do Combro)

Pó dos Livros (Av. Marquês de Tomar)

Braga: Capítulos Soltos

Coimbra: está no TAGV

Porto: Poetria

O Brasil também é feio



É com muita tristeza que subo o post de hoje, pois falo sobre um evento lamentável que aconteceu no último sábado, dia 17.10.2009, a derrubada de um helicóptero da Polícia Militar do Rio de Janeiro, por traficantes.

Tudo começou quando um grupo de traficantes chamado ADA (Amigos dos Amigos) tentou invadir o morro dos Macacos, controlado pela facção criminosa Comando Vermelho e, com isso, iniciaram um tiroteio.

A Polícia foi acionada e um helicóptero, com seis policiais dentro, começou a sobrevoar a região. Pois bem, os traficantes atiraram no helicóptero e o atingiram.

O piloto tentou fazer um pouso forçado em um campo de futebol, mas a aeronave explodiu ao tocar o solo. Dos seis ocupantes, dois morreram imediatamente e outro veio a falecer ontem, no hospital.

A queda desse helicóptero representa muito mais do que a morte desses heróis, trata-se de uma prova cabal que o crime organizado é muito mais poderoso do que se pensa e, se as autoridades no tomarem uma atitude logo, teremos uma segunda Colômbia na América do Sul.

O pior de tudo é violência, gera mais violência, pois os policiais do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) – aquele mesmo do filme Tropa de Elite – já entrou em ação e ocupou o morro dos Macacos, fazendo com o que o número de mortos subisse para 22.

Acredito que a violência no Rio de Janeiro deixou de ser um problema só do Estado e ganhou uma dimensão nacional há muito tempo.

É preciso que o Exército brasileiro entre em ação, não para subir nos morros e matar bandidos, mas sim coordenar-se com a Polícia, para criarem planos de operações para combater o tráfico de drogas, a violência e a barbárie que o Rio de Janeiro, o lugar mais lindo do Brasil, vem sendo submetido.

Larissa Bona

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

2.1. Aspectos Culturais e Religiosos

São muitos os aspectos culturais e religiosos dos romanos na Península Ibérica:

Senão vejamos :

Em relação aos aspectos culturais temos como grande cartão de visita da romanização na Península o latim.

O Latim foi a grande dádiva que os romanos deram aos peninsulares. Graças ao Latim nasceram o Espanhol e o português. Acabou por se impor como língua oficial. Foi um factor de ligação e união entre os povos. De comércio, troca de ideias e de comunicação. Sem o latim provavelmente o espanhol e o português não existiam.

Após a chegada dos Romanas, as povoações , que viviam nas montanhas começaram a descer para as planícies e vales. As cidades portuguesas que surgiram com os Romanos foram: Braga, Beja, Santiago do Cacém, Coimbra e Chaves.

Na industria desenvolveu-se sobretudo a Olaria, minas, tecelagem e pedreiras. Com os romanos surgiram as feiras e os mercados. Principal instrumento na troca de bens e serviços.

Os romanos trouxeram os teatros, as pontes, os aquedutos, os monumentos em honra dos deuses. A sua presença é vasta e muito importante. Ainda hoje se mantêm vestigios romanos, como as pontes romanas que se mantêm quase todas, o templo de Diana em Évora e entre outros.

Vista de Conímbriga

Tal como os Gregos, os Romanos tinham os seus Deuses.

Não eram específicos da Península Ibérica, mas é conhecer as suas divindades :

Assim:

Jupiter era o Senhor do Universo; Marte - Deus da Guerra ; Quirino - Fundador de Roma; Minerva - deusa da Inteligência e Sabedoria ; e Juno - Rainha do Céu.

Os Romanos trouxeram muitas coisas para a Peninsula, como já vimos. Talvez até mais do que os Arabes que estiveram cá muito tempo. Foram eles os impulsionadores da cultura, da arquitectura, da língua, da religião. E de certo modo da maneira de fazer comércio.

Mais do que os Árabes, os Romanos tiveram uma importância fundamental na Península Ibérica da altura. Até porque, nos tempos que correm, as influências dos romanos estão muito mais presentes. Em termos culturais mas também mentais....

Afinal, não é só em Roma que se pode ser Romano....

(continua dia 2 Novembro...)

domingo, 18 de Outubro de 2009

Naquele tempo..... I

Quem não gosta/gostou de mascar uma chiclete?

Estas pastilhas elásticas foram um sucesso no século passado. Principalmente durante os anos 90....

Foi a grande impulsionadora dos pastilhas elásticas. Depois vieram as Tridents , entre outras.

Com a sua magnifica caixa, não havia pessoa que não tivesse umas chicletes. Saboreá-las até mais não poder, e num instante a caixa fica vazia.....

Quando não temos, pedimos a um amigo....

E em vez de tirar uma, fico logo com duas...

sábado, 17 de Outubro de 2009

Bandeira de Israel

A Bandeira de Israel foi adoptada a 28 de Outubro de 1948..

A nova bandeira de Israel foi apresentada na ONU em 1949. A bandeira é o símbolo do orgulho do retorno da Nação Judaica ao seu lar.

No meio está uma estrela. É a estrela de David. Representa um simbolo Judaico.

As duas faixas azuis fazem-nos lembrar o talit. Este é o xale ritual de oração judaico, que é branco com listas azuis

O Maguen David ( a estrela); é um simbolo judaico. Diz-nos a história que o Rei David enfeitava seu escudo com a estrela de seis pontas, por isso a estrela é Maguen David.

Os triângulos que compõem a estrela tem um significado : o triangulo com a ponta para cima aponta para os céus : para tudo o que é espiritual e santo. O triângulo com a ponta para baixo, significa tudo o que é terreno.

A estrela une os céus à Terra e a Terra aos Céus : significa isto que Deus reina em todo o lado.

A Bandeira de Israel faz-nos lembrar a fé das orações de muitas gerações de judeus que esperaram o retorno ao seu lar.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Mulheres XV

Demi Moore
Beleza e Simplicidade.
Basta isso numa mulher...perfeita?