sábado, 13 de fevereiro de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Bernie Sanders/Donald Trump - Os dois candidatos "anti-sistema" venceram as primárias do New Hampshire com enorme vantagem sobre os restantes adversários. O milionário norte-americano ascendeu à primeira posição do número de delegados. Por seu lado, Bernie Sanders confirmou o excelente resultado no Iowa. Neste momento, a popularidade dos dois está em alta, bem como a atenção por parte da comunicação social norte-americana e internacional. A única dúvida que se coloca relativamente a estes dois candidatos é saber se as respectivas lideranças são benéficas para a democracia estado-unidense.

No Meio

TAP - A privatização e a reversão da TAP motivou várias opiniões. No entanto, o que está a causar mais problemas é o fim das ligações a partir do Porto para o estrangeiro. Rui Moreira tem razão naquilo que defende porque a região vai perder muito sem voos directos do e para o estrangeiro. A criação de uma nova empresa de aviação nortenha seria o melhor para o Porto, mas também para o país que fica a ganhar com mais concorrência. 


Em Baixo

António Costa/Mário Centeno - A brincadeira em torno do OE 2016 continua com o primeiro-ministro e o ministro das Finanças a serem os principais protagonistas desta confusão. O chefe de governo garante que não são necessárias mais medidas de austeridade, mas o chefe das contas públicas afirma o contrário. Ora, a bem do país quem está diz a verdade? Ninguém sabe, já que, António Costa recusa responder às perguntas sobre o assunto no Parlamento, ao mesmo tempo que engole as críticas do parceiros parlamentares. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Divisões no "establishment" republicano

O resultado das primárias no New Hampshire provocaram um alarme nas elites republicanos. A vitória de Trump causou incómodo, mas o problema foi o segundo lugar de John Kasich e a péssima prestação de Marco Rubio. Jeb Bush continua a falar muito e a produzir pouco. 

Neste momento, o denominado "establishment" republicano conta com dois candidatos. São eles Marco Rubio e John Kasich. Um dos dois será a cara das elites a partir da Super Terça-Feira no dia 1 de Março, pelo que, as primárias da Carolina do Sul e o Caucus do Nevada são fundamentais para definir quem recebe o apoio do dito "establishment". Após as duas últimas eleições de Fevereiro só pode haver um candidato desta área para lutar contra Donald Trump e o conservadorismo de Ted Cruz. 

A minha aposta vai para Marco Rubio porque John Kasich não tem a capacidade política, oratória e mobilização do senador da Florida. No entanto, o governador do Ohio conta com um segundo lugar, enquanto Rubio tem apenas um terceiro, sendo que, no Iowa não teve de competir directamente com Kasich. 

Nos próximos 15 dias a corrida nos republicanos não se vai resumir a um confronto entre Donald Trump e Ted Cruz. As várias ideologias que concorrem nesta eleição também pretendem vencer noutros aspectos, como a notoriedade popular, apoio financeiro e minutos nos meios de comunicação social. A única desvantagem de ter tantas candidaturas activas durante muito tempo tem a ver com os ganhos dos democratas. em particular para Hillary Clinton. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Os novos e bons Conselheiros de Estado

As escolhas que Marcelo Rebelo de Sousa fez para o novo Conselho de Estado parecem acertadas. Os nomes são pessoas com capacidade para decidirem consoante o interesse nacional nas alturas em que seja necessário pulso firme para evitar uma crise política. Os sinais provenientes do Parlamento mostram que iremos ter vários problemas durante a legislatura que não deve chegar ao fim. Perante o cenário de instabilidade vai ser necessário actuar com responsabilidade e frieza, embora saibamos que Marcelo Rebelo de Sousa pretende ser o centro das atenções, o que não é compatível com a personalidade de António Costa. 

As figuras propostas pelo novo Chefe de Estado e pelos partidos não vão ser apenas figuras decorativas porque Marcelo disse na campanha eleitoral que queria reunir o Conselho de Estado quatro vezes por ano. No entanto, isso pode ser uma interferência na vida parlamentar do país, bem como na acção do governo. Ou seja, os Conselheiros estarem a colocar o primeiro-ministro entre a espada e a parede, já que, o próprio António Costa também faz parte do órgão consultivo do Presidente. 

A partir de agora o Conselho de Estado deixará de ter funções consultivas para ter acções executivas. 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Donald e Bernie são os homens do momento

As vitórias de Donald Trump e Bernie Sanders no New Hampshire revelam que as eleições norte-americanas vão ser disputadas até ao fim, mesmo com o favoritismo de Hillary Clinton nos democratas. Não acredito que Bernie Sanders vença a nomeação, mas vai obrigar a ex-primeira-dama a falar verdade relativamente aos valores, mas também sobre os vários escândalos que surgiram. Hillary Clinton tem mostrado poucas ideias porque sente que tem a eleição na mão. 

Nos republicanos todos temem Donald Trump, mas ninguém quer o conservadorismo de Ted Cruz na Casa Branca, pelo que, Marco Rubio é o homem preferido das elites. No entanto, o mau resultado no New Hampshire volta a colocar o senador da Florida em baixo. Rubio não tem rival à altura, pelo que, o establishment republicano vai ter de o apoiar mesmo que venham mais derrotas. John Kasich e Jeb Bush não estão à altura do desafio e devem desistir pelo menos durante o mês de Março. 

O principal aspecto da segunda noite eleitoral é o ressurgimento de Trump e Sanders. Os dois candidatos anti-sistema, com pouca ideologia, mas sendo homens de sucesso, regressaram à lutar, em particular o republicano. A vitória no New Hampshire vai trazer mais dinheiro para a campanha. Nesta altura, todos imaginam como seria a eleição geral entre os dois concorrentes. No entanto, ninguém tem uma resposta para a pergunta.  

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A derradeira oportunidade para Trump

A eleição no New Hampshire tem cariz decisivo para Donald Trump. O empresário perdeu no Iowa e no dia seguinte estava a atacar Ted Cruz, mesmo tendo ficado com mais um 1% do que Marco Rubio. Trump precisa de uma vitória convincente para não ser ridicularizado por aqueles que têm ideias para o país. 

As sondagens favorecem o milionário, mas os eleitores no New Hampshire são especiais dos outros. Em primeiro lugar porque são independentes e não decidem em função da militância partidária, mas por causa da ideologia. Em segundo lugar, qualquer pessoa pode exercer o voto negativo. Isto é, escolher num candidato para impedir que outro vença a eleição. 

As duas eleições de Fevereiro são cruciais para Trump. Os resultados do New Hampshire e da Carolina do Sul irão escolher quem segue em frente, em particular os candidatos que têm possibilidades de concorrer à famosa Super Terça-Feira no dia 1 de Março. Ou seja, Trump precisa de dois bons resultados para estar ao mesmo nível dos adversários a partir dessa data, senão, a corrida republicana será apenas entre Ted Cruz e Marco Rubio. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Os novos centros de conflito

Os conflitos na Síria e na Líbia mostram que o Médio-Oriente vai ser um problema para os próximos anos, sobretudo para o próximo Presidente dos Estados Unidos. O novo inquilino da Casa Branca não pode ignorar o problema por dois factores. O primeiro tem a ver com o crescimento da ameaça terrorista, em particular do Estado Islâmico. O grupo conquistou território no Iraque e na Síria, mas também pretende aproveitar o vazio político na Líbia. A segunda razão que preocupa a ordem internacional é o aumento da influência do Irão. Teerão e a Arábia Saudita querem ser a força dominante na região, sendo que, a queda de Bashar al-Assad e as mortes de Saddam Hussein e a Gaddaffi, os dois países encontraram espaço para ascenderem politicamente. 

O recente acordo nuclear celebrado entre Teerão e as restantes potências mundiais tem tudo para pacificar o clima, mas a nova administração norte-americana pode estragar tudo. No caso de ser eleito um presidente republicano, haverá conflito, sobretudo se a promessa de rasgar os contratos for cumprida. Por outro lado, se Hillary chegar ao poder, o que está em causa é a posição de Israel. A democrata pretende proteger ainda mais o Estado judaico do que fez Barack Obama, abrindo feridas nos principais inimigos, nomeadamente o Irão.

A Primavera Árabe iniciada pelas populações locais terminou em guerra civil. 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Ted Cruz - O republicano venceu o Caucus no Iowa, embora com uma curta vantagem sobre Donald Trump e Marco Rubio. No entanto, a vitória promete mudanças nas sondagens no New Hampshire. O senador do Texas tem sido a grande figura positiva da campanha eleitoral, pelo que, o resultado não é surpreendente. Cruz e Rubio são os únicos republicanos e mesmo comparando com os concorrentes democratas, com capacidade para evoluírem ao longo das primárias. Tenho a certeza que ainda não conhecemos todas as ideias do vencedor. 

No Meio

António Costa -  O Orçamento de Estado para 2016 deverá ser aprovado, mas, nos últimos anos nunca tivemos um documento que causasse problemas. Os avisos de Bruxelas são para ser levados a sério, mesmo que os partidos que apoiam o PS pretendam romper com a ditadura europeia. O problema do primeiro-ministro é ter que levar constantemente com as críticas de Bloco de Esquerda ou Partido Comunista Português. Neste momento, Costa ainda não conseguiu unir as forças que o ajudaram a chegar ao poder. 

Em Baixo

Donald Trump - A derrota no Iowa não é o único factor negativo da semana. O empresário acusou Ted Cruz de fraude eleitoral no caucus e pretende a repetição do escrutínio. Trump não se deveria focar apenas no vencedor porque esteve quase a perder o segundo lugar para Marco Rubio, o que seria humilhante. O mau perder tem tido efeitos negativos nas sondagens. As primárias do New Hampshire são decisivas, já que, lidera as sondagens. Em caso de derrota, a Carolina do Sul é a última oportunidade. 


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Às voltas com o Orçamento

A história em torno do Orçamento de Estado para 2016 fica na história como o primeiro erro do governo liderado por António Costa. Os partidos que apoiam os socialistas estão livres de qualquer responsabilidade em caso de falhanço. Pelo menos a nível político. 

As contas dos socialistas não batem certo e a Europe prevê 3,4% de défice. No entanto, o executivo acredita no milagre das rosas. 

Os episódios negativos têm sido uma constante ao longo do mês de Janeiro. Para evitar o chumbo de Cavaco Silva, António Costa retardou a apresentação do documento, mas vai levar nas orelhas de Marcelo Rebelo de Sousa. Será o primeiro grande embate entre o governo e o novo Chefe de Estado.

O tempo novo anunciado por António Costa é definitivamente um regresso ao passado de despesa socialista. O mais grave passa pela despreocupação por parte do novo primeiro-ministro, sendo que, o PCP e o BE colocaram o PS entre a espada e a parede relativamente à postura que Portugal tem de ter com Bruxelas. 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Eleição negativa de Trump

O caucus do Iowa foi uma derrota para Donald Trump porque esperava uma vitória para cimentar a candidatura à Casa Branca. O New Hamsphire é a segunda oportunidade para o candidato mostrar que tem força e popularidade junto dos norte-americanos. O empresário tem de vencer uma das primárias de Fevereiro para encarar a Super Terça-Feira com mais optimismo.  

A forma como tem feito a campanha não tem sido a mais inteligente porque só está a atacar o principal rival. A acusação de fraude eleitoral no Iowa por parte de Ted Cruz e respectiva repetição não pode ser levado a sério por uma pessoa que conseguiu na vida profissional construir um império. Ora, o milionário mostra uma faceta diferente nesta campanha eleitoral, preferindo optar pelos aspectos negativos. Nem Mitt Romney chegou a este ponto. 

A estratégia de Trump varia consoante o lugar que ocupa na classificação. Quando estiver em primeiro fala para o eleitorado, se descer para segundo ou terceiro lugar o alvo será Ted Cruz ou Marco Rubio. Ou seja, Donald Trump pretende passar ao ataque para mostrar que está por cima do rival mais próximo. 

O discurso do republicano tem sido sempre negativo, o que lhe provocou uma amarga derrota na primeira ronda. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

David Cameron com mais força dentro e fora do Reino Unido

O Reino Unido e a União Europeia chegaram a um princípio de acordo para a manutenção do país na organização. Apesar das novas condições e da vitória do primeiro-ministro, as dificuldades não acabaram, já que, ainda vai haver um referendo, o Conselho Europeu tem de dar luz verde e o eurocepticismo continua a ser uma realidade na ilha britânica. 

As negociações podem permitir ao Reino Unido ter mais peso no seio da comunidade europeia em termos económicos, embora seja difícil conquistar uma posição de superioridade política porque a Alemanha e a França têm o apoio da maior parte dos países, sobretudo escandinavos, bem como a Itália e a Espanha. Os esforços britânicos ainda são entendidos como uma vontade egoísta do que para permitir aos restantes países alcançarem a igualdade que reclamam. 

Neste momento, o primeiro-ministro David Cameron tem razões para sorrir porque consegue uma dupla vitória. Em termos internos e externos. A nível externo consegue o apoio da Comissão, Alemanha e Polónia. Internamente tem tudo para garantir uma vitória no referendo europeu e aumentar a importância no seio do Partido Conservador. A maioria absoluta não lhe cria problemas, mas controlar os eurocepticos do partido também representa um ganho político. Por fim, pode sair antes das eleições de 2020 ou nem sequer recandidatar-se. Vai sair sempre por cima, além de deixar a oposição sem argumentos, o que facilita o caminho do sucessor. Uma terceira vitória consecutiva dos conservadores nas legislativas será sempre "culpa" do chefe de governo.  
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